Michel Platini

Platini processa Infantino devido à disputa pelo poder na FIFA

Michel Platini processou o presidente da FIFA, Gianni Infantino, alegando a existência de uma campanha destinada a bloquear a sua candidatura à liderança do futebol mundial.

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O antigo presidente da UEFA, Michel Platini, avançou com ações judiciais tanto cíveis como criminais contra a FIFA e o seu presidente, Gianni Infantino, agravando uma disputa de longa data relacionada com os acontecimentos que inviabilizaram a sua candidatura à liderança do futebol mundial há quase uma década.

Segundo declarações da equipa jurídica de Platini, citadas pela Reuters, uma queixa-crime apresentada em Paris acusa Infantino, o antigo diretor jurídico da FIFA Marco Villiger e o ex-presidente da comissão de auditoria da FIFA, Domenico Scala, de perseguição judicial abusiva e tráfico de influências.

A antiga estrela do futebol francês apresentou também uma ação cível separada contra a FIFA na Suíça, reclamando uma indemnização financeira pelo que os seus advogados descrevem como atos que o impediram de suceder a Sepp Blatter na presidência da FIFA.

A ação judicial tem origem num pagamento de 2 milhões de francos suíços efetuado pela FIFA a Platini. O pagamento, autorizado pelo então presidente Blatter em 2011, tornou-se alvo de investigações em 2015, numa altura em que a FIFA enfrentava um intenso escrutínio devido a questões relacionadas com governação e corrupção.

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Na época, Platini era amplamente considerado o principal candidato para substituir Blatter na liderança do futebol mundial. No entanto, processos disciplinares instaurados pela comissão de ética da FIFA resultaram em sanções contra ambos, devido ao que o organismo classificou como um «pagamento desleal», colocando efetivamente um ponto final na candidatura de Platini.

Estes acontecimentos acabaram por abrir caminho a Infantino, que tinha exercido funções como secretário-geral da UEFA sob a liderança de Platini, para vencer as eleições presidenciais da FIFA no início de 2016. Desde então, mantém-se no cargo.

Platini e Blatter negaram sempre qualquer irregularidade ao longo de todo o processo judicial. Em março de 2025, um tribunal federal criminal de recurso da Suíça confirmou as suas absolvições das acusações de fraude e falsificação relacionadas com o referido pagamento, encerrando definitivamente o processo criminal.

Após essa decisão, Platini afirmou acreditar que o processo tinha sido concebido para o impedir de se tornar presidente da FIFA e reconheceu que, aos 70 anos, um regresso à administração do futebol já não era uma possibilidade realista.

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A queixa apresentada em França solicita, segundo as informações disponíveis, que os investigadores analisem a conduta dos dirigentes da FIFA e determinem se os procuradores suíços coordenaram indevidamente as suas ações com o organismo que tutela o futebol mundial durante a investigação original.

Este mais recente desafio judicial surge numa altura em que a FIFA se prepara para o início do Mundial alargado nos Estados Unidos, México e Canadá, um torneio que deverá atrair a atenção global para a organização e a sua liderança.

A FIFA já tinha negado anteriormente qualquer irregularidade na forma como conduziu o caso de 2015. Nem a FIFA nem Infantino comentaram de imediato as mais recentes acusações.

Fonte: Reuters

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