«Consegues fazer os óculos?», perguntou o Príncipe de Gales. Levou as duas mãos ao rosto e, com os polegares e os indicadores invertidos sobre os olhos, formou a figura de uns óculos de natação.
Quando o jovem adepto o imitou, William sorriu: «Boa. Adoro.»
A troca aconteceu na terça-feira, 13 de outubro de 2026, com William a conviver com admiradores no evento Cricket On The Mall da Earthshot junto ao Palácio de Buckingham, parte dos preparativos para a cerimónia do seu prémio ambiental em Mumbai.
O gesto que explica um adepto
Os óculos não são uma escolha ao acaso no catálogo do Villa. O capitão do clube, John McGinn, usa o gesto como marca registada do seu festejo de golo há anos, e a razão é pessoal.
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Em declarações divulgadas pelo Goal, McGinn explicou que o sobrinho Jack tem problemas de visão e tem de usar óculos de proteção para jogar futebol.
«Muitas das crianças com quem eu jogava quando era mais novo tinham de usar os óculos, e quando se é miúdo é difícil e sentimo-nos socialmente de fora», disse McGinn. «É só um pequeno aceno ao Jack e agora pegou.»
O gesto cresceu entretanto para além da homenagem familiar, com crianças que usam óculos ou proteção ocular a imitá-lo nos jogos de formação. Que William escolha precisamente esse, entre todos os festejos do Villa, e que o faça espontaneamente com uma criança, diz muito. O momento que prova que se é mesmo adepto raramente é o camarote. É o gesto que um seguidor ocasional desconhece.
Depois foi a vez do Villa
Vinte e quatro horas depois, William regressava a Villa Park, com a equipa de Unai Emery a marcar meia dúzia ao Fenerbahçe na fase de grupos da Liga dos Campeões, na quarta-feira, 14 de outubro de 2026.
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O aniversariante Johan Manzambi inaugurou o marcador. Nicolas Jackson acrescentou dois antes da hora de jogo, Ross Barkley bisou após o intervalo, incluindo um penálti, e Tammy Abraham completou a goleada vindo do banco.
William assistiu ao jogo ao lado dos amigos de longa data Edward Van Cutsem e Ben Dawes, erguendo o punho ao ar a cada golo do Villa.
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