Rachel Apa trocava mensagens com o pai, Steve, a partir do percurso. Segundo a Fox News Digital, à milha 18 escreveu “Ai”. As mensagens foram ficando mais curtas nas milhas seguintes e, depois de o pai responder “Reta final” à milha 23, deixou de responder.
Minutos depois, a duas milhas da meta, caiu inanimada no Central Park. Transeuntes iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar, os médicos da prova usaram um desfibrilhador e foi transportada em estado crítico para o Hospital Mount Sinai. Foi declarada morta às 21h40 de terça-feira, 3 de novembro de 2026, noticiou a ABC News.
A jovem de 24 anos, natural de Lewisberry, na Pensilvânia, tinha sido jogadora de hóquei em campo da Divisão I na Bucknell University. Mudara-se recentemente para Charleston, na Carolina do Sul, onde trabalhava como gestora de produto numa empresa de componentes elétricos, enquanto fazia um MBA na Charleston Southern University.
O pai disse à CBS News que a causa da morte foi rabdomiólise, uma doença rara em que os músculos se degradam e libertam para a corrente sanguínea substâncias capazes de danificar os rins. O Gabinete do Médico-Legista Chefe de Nova Iorque ainda não emitiu uma conclusão final e a investigação à morte de Apa continua.
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Rabdomiólise: quando os músculos envenenam os rins
A rabdomiólise, muitas vezes abreviada para “rabdo”, ocorre quando o tecido muscular lesionado liberta eletrólitos e proteínas para a corrente sanguínea. Os rins, incapazes de filtrar a sobrecarga com a rapidez necessária, são os órgãos em maior risco. Os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA enumeram dores musculares intensas, urina de cor escura, cãibras e fraqueza entre os sinais de alerta.
Entre os fatores de risco estão o esforço extremo, a desidratação e o calor, mas a doença pode atingir atletas bem preparados. Os casos graves podem exigir diálise e provocar insuficiência renal, convulsões, arritmias cardíacas ou morte.
Uma meta de 4.000 dólares e o nome de um avô
Apa corria a sua primeira maratona como membro da equipa Champions da Parkinson’s Foundation, angariando fundos em memória do avô, que morreu de doença de Parkinson em 2022.
A meta inicial era de 4.000 dólares. Na noite seguinte à sua morte, a página de angariação já tinha recolhido mais de 28.000 dólares, noticiou a Yahoo Sports.
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Steve Apa disse que a filha estava em “perfeita saúde e perfeita forma” antes da corrida e descreveu a sua morte como inconcebível. A mãe, Michelle, viu-a passar a milha 14 com ar vigoroso, horas antes do colapso.
A Maratona de Nova Iorque TCS de 2026 reuniu cerca de 55.000 corredores pelos cinco bairros no domingo. A investigação do médico-legista à morte de Apa continua.
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