Uma ausência notável em Los Angeles
Os Estados Unidos iniciarão sua campanha na Copa do Mundo em casa sem o presidente do país nas arquibancadas.
Donald Trump não deverá comparecer ao jogo de sexta-feira entre a seleção masculina dos EUA e o Paraguai no SoFi Stadium, em Los Angeles, apesar de o confronto marcar um dos maiores momentos iniciais de um torneio coorganizado pelos Estados Unidos, México e Canadá.
De acordo com a Sports Illustrated, vários relatos indicam que Trump permanecerá em Washington, D.C., em vez de viajar para a Califórnia para a partida.
É uma ausência marcante. As Copas do Mundo não são apenas eventos esportivos; são vitrines nacionais. Para uma nação anfitriã, o jogo de abertura é geralmente um momento de cerimônia, simbolismo e teatro político. Desta vez, o presidente do Paraguai estará lá. O presidente dos Estados Unidos, não.
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Rubio ganha os holofotes
No lugar de Trump, o Secretário de Estado Marco Rubio atuará como a principal figura política dos EUA na partida.
De acordo com a POLITICO, Rubio será acompanhado pelo Secretário de Transportes Sean Duffy e pelo Secretário de Segurança Interna Markwayne Mullin como parte da presença americana em Los Angeles.
O papel de Rubio não se limitará a apertos de mão e fotos. O Departamento de Estado informou que ele se encontrará com o presidente paraguaio Santiago Peña nas proximidades da partida, com segurança regional, comércio, investimento e tecnologia emergente na pauta.
Isso confere à noite uma camada diplomática além do futebol. Enquanto a equipe dos EUA inicia seu torneio diante de um estádio lotado, Rubio estará transmitindo a mensagem política oficial do país anfitrião.
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Antiga frase de Trump volta à tona
Há uma ironia na ausência de Trump.
Quando os Estados Unidos foram confirmados como coanfitriões da Copa do Mundo de 2026 durante seu primeiro mandato em 2018, Trump disse: “Eu não estarei aqui.” Na época, a frase soou como um simples reconhecimento de que ele não esperava estar no cargo quando o torneio chegasse.
Agora, de volta à Casa Branca, ele poderia estar lá. Mas ainda assim não estará.
De acordo com o The Athletic, Trump deverá permanecer em Washington na sexta-feira. Seu fim de semana também incluirá preparativos para um grande evento do UFC no South Lawn da Casa Branca, agendado para domingo, seu 80º aniversário.
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Esse contraste é difícil de ignorar. A seleção masculina dos EUA entrará em campo para sua primeira partida de Copa do Mundo em casa, enquanto a atenção do presidente parece estar em outro lugar.
Um presidente atraído por espetáculos
Trump não evitou o esporte durante seu segundo mandato. Ele compareceu a grandes eventos, incluindo o Super Bowl, a Ryder Cup e as Finais da NBA.
Mas sua recepção nem sempre foi calorosa. No Madison Square Garden, durante as Finais da NBA, ele foi recebido com vaias e zombarias quando exibido no telão.
Los Angeles pode ter oferecido outro palco imprevisível. Uma visita presidencial também teria gerado pesadas exigências de segurança ao redor do SoFi Stadium, adicionando outra camada de complexidade a um evento já massivo.
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Ainda assim, a decisão de faltar à partida será notada. Quando os Estados Unidos sediaram a Copa do Mundo pela última vez em 1994, Bill Clinton compareceu à abertura e discursou após a cerimônia. Três décadas depois, o simbolismo parecerá diferente.
Futebol, diplomacia e uma cadeira vazia
A estreia dos EUA contra o Paraguai sempre teria grande importância. É um teste esportivo para a seleção nacional, uma vitrine para Los Angeles e um momento diplomático para dois governos.
Mas a ausência de Trump agora se torna parte da história.
O presidente do Paraguai viajará para a Califórnia. Rubio assumirá os holofotes oficiais por Washington. A equipe dos EUA tentará iniciar sua campanha com o país assistindo.
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E em algum lugar acima de tudo estará a cadeira vazia que diz tanto sobre política quanto sobre futebol.
Fontes: si.com, www.politico.com, www.nytimes.com



