O Barcelona deu um passo significativo em direção à normalidade no mercado de transferências após regressar à regra 1:1 do fair play financeiro da LaLiga.
A mudança significa que o clube catalão pode agora gastar um euro no plantel por cada euro que gera ou liberta, uma situação que não desfrutava desde a temporada 2019-20.
Um avanço financeiro há muito aguardado
De acordo com a Cadena SER, fontes do clube confirmaram à EFE que o Barcelona está agora dentro da regra 1:1 da LaLiga, embora nem o clube nem a LaLiga o tivessem anunciado publicamente no momento da reportagem.
Essa é uma distinção importante. O desenvolvimento foi confirmado através de fontes do clube, mas não foi apresentado como um comunicado formal do Barcelona ou da liga.
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Para o Barcelona, no entanto, o impacto prático ainda é considerável. Após várias temporadas marcadas por limites salariais apertados, registos atrasados e decisões difíceis no mercado, o clube tem agora muito mais flexibilidade ao planear contratações e renovações.
O que a regra muda
Conforme explicado pelo FC Barcelona, a regra 1:1 significa que o Barça pode gastar em salários desportivos de acordo com o que as suas receitas e contas permitem.
Em termos simples, dá ao clube um caminho mais claro para registar jogadores, renovar contratos e reinvestir poupanças feitas através de saídas ou reduções salariais.
A Cadena SER informa que o Barcelona atingiu este ponto ao reduzir os custos salariais nas últimas temporadas, com as saídas de Robert Lewandowski e Ansu Fati, bem como a renovação com salários mais baixos de Andreas Christensen, mencionadas entre os exemplos mais recentes. O clube também aumentou as receitas através de acordos de patrocínio e do regresso ao Spotify Camp Nou.
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Deco ganha mais espaço para trabalhar
De acordo com o AS, fontes do Barcelona descreveram o regresso à regra 1:1 como um facto, enquanto a LaLiga também considera que é o caso.
A mesma reportagem afirma que a mudança abre uma nova porta para o diretor desportivo Deco, que teve de trabalhar em várias janelas de transferências difíceis desde que chegou ao clube.
O presidente do Barcelona, Joan Laporta, também adotou um tom ambicioso esta semana.
“O Barcelona está em condições de assumir qualquer operação, desde que se enquadre na lógica económica”, disse Laporta, segundo o AS.
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Isso não significa que o Barcelona possa gastar sem limites. O clube ainda deve permanecer dentro dos controlos salariais da LaLiga, e qualquer grande movimento ainda terá de fazer sentido financeiro.
Mas, em comparação com os últimos anos, a mudança marca um grande alívio da pressão.
Uma plataforma para um plantel mais forte
O regresso à regra 1:1 deverá tornar o Barcelona menos dependente de vendas de emergência ou soluções contabilísticas de última hora ao tentar registar jogadores.
Também confere ao clube uma posição mais forte nas negociações, particularmente enquanto Deco procura remodelar o plantel para a próxima temporada.
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Um novo avançado deverá ser uma das prioridades após a saída de Lewandowski, com Julián Álvarez já a ser associado ao clube na imprensa espanhola.
Para o Barcelona, este não é um regresso a gastos descontrolados. É um regresso a algo de que o clube precisava muito: a capacidade de planear com maior liberdade.
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