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Jairzinho alerta que o Brasil perdeu sua alma ofensiva

Jairzinho, ícone da Copa de 1970, critica a Seleção atual por perder a identidade ofensiva e aposta em mais criatividade e ousadia no jogo brasileiro.

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Jairzinho sabe melhor do que a maioria como o futebol ofensivo brasileiro deve ser.

O ex-jogador de 81 anos foi um dos atletas que definiram a grande seleção brasileira que venceu a Copa do Mundo de 1970, um time ainda lembrado como um dos mais criativos e divertidos da história do futebol.

Agora, mais de cinco décadas depois, ele acredita que a Seleção moderna se afastou dessa identidade.

De acordo com a TV 2 Sport, Jairzinho criticou a atual equipe brasileira por carecer do tipo de imaginação ofensiva que outrora tornou o país único.

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Cinco criadores em uma equipe

O contraste com 1970 continua impressionante.

A seleção brasileira campeã da Copa do Mundo foi construída em torno de um conjunto de jogadores ofensivos extraordinários. Pelé, Jairzinho, Gérson, Tostão e Rivellino desempenharam papéis importantes em uma equipe que misturava liberdade, movimentação e qualidade técnica.

De acordo com a FIFA, a vitória do Brasil por 4 a 1 sobre a Itália na final de 1970 no Estádio Azteca permanece como uma das grandes atuações em Copas do Mundo, com Gérson, Rivellino, Jairzinho e Pelé sendo peças centrais na vitória.

Jairzinho marcou o terceiro gol do Brasil naquela final, após Pelé cabecear a bola em sua direção.

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Foi o ato final de um torneio notável para o ponta.

De acordo com a FIFA, Jairzinho terminou a Copa do Mundo de 1970 com sete gols, incluindo um na vitória de abertura do Brasil por 4 a 1 sobre a Tchecoslováquia e outro na final contra a Itália.

Um Brasil muito diferente

Essa equipe ainda molda a forma como Jairzinho vê a seleção nacional hoje.

Citado pela TV 2 Sport, ele disse: “A seleção de hoje é muito diferente da equipe de 1970.”

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Ele então apontou para o número de jogadores criativos que o Brasil tinha em campo durante sua própria época.

“O time de 1970 jogava com cinco camisas 10 clássicos, cinco, incluindo eu. O time de hoje tem apenas um camisa 10, e a interação não é a mesma de antes”, disse ele.

Para Jairzinho, a questão não é apenas sobre talento individual. É sobre a forma como o Brasil joga.

A antiga Seleção não dependia de um único jogador para carregar o fardo ofensivo. Ela distribuía a responsabilidade por toda a equipe, com vários jogadores capazes de criar, combinar e decidir partidas.

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Isso, na visão de Jairzinho, é o que falta à equipe atual.

Neymar ainda carrega o espírito antigo

Apesar de suas críticas, Jairzinho vê um jogador moderno como um elo com a antiga tradição brasileira.

Neymar, ele acredita, continua sendo um dos poucos jogadores da geração atual que reflete o clássico camisa 10 brasileiro. A criatividade, o drible e a capacidade do atacante de mudar jogos há muito o tornaram a figura central da Seleção.

O problema é que o Brasil muitas vezes pareceu excessivamente dependente dele.

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De acordo com o Globo Esporte, o ex-técnico da seleção brasileira Dunga fez uma observação semelhante em 2015, quando usou Jairzinho como exemplo de responsabilidade coletiva, dizendo: “Não se pode esperar que uma pessoa sozinha resolva tudo.”

Essa preocupação acompanha o Brasil há anos.

O país produziu muitos atacantes e meio-campistas excepcionais, mas o equilíbrio entre o brilho individual e o jogo ofensivo coletivo tem sido frequentemente questionado desde o último triunfo na Copa do Mundo em 2002.

Um apelo por mais ousadia

A mensagem de Jairzinho é, em última análise, simples.

Ele quer que o Brasil jogue com mais ambição, mais criatividade e mais coragem ofensiva.

Citado pela TV 2 Sport, ele disse: “Lembro-me de como era na minha época. É por isso que desejo que a seleção brasileira jogue muito mais ofensivamente e, se possível, com mais jogadores criativos em campo.”

É um argumento familiar no Brasil, onde o futebol nunca é julgado apenas pelos resultados.

A Seleção é esperada para vencer, mas também para inspirar. Para Jairzinho, a equipe atual se afastou demais do estilo que outrora tornou a camisa amarela um símbolo de imaginação e alegria.

Sua crítica não é nostalgia por si só. É um aviso de um jogador que ajudou a definir a era de ouro do Brasil.

O país ainda tem talento. A pergunta de Jairzinho é se ainda tem jogadores suficientes em quem se confia para expressá-lo.

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