O árbitro argentino Facundo Tello encontrou-se no centro de vários momentos controversos quando a França derrotou Marrocos por 2 a 0 para chegar às semifinais da Copa do Mundo.
O árbitro de 44 anos recebeu uma nota de 6 em 10 do L’Équipe após uma exigente partida das quartas de final, na qual várias decisões importantes exigiram a intervenção do árbitro assistente de vídeo.
Tello geralmente seguiu a instrução da FIFA de permitir que os duelos físicos continuassem sempre que possível. No entanto, as longas interrupções relacionadas ao pênalti perdido e ao gol de abertura de Kylian Mbappé garantiram que a arbitragem permanecesse um dos principais tópicos de discussão após o apito final.
Mbappé espera mais de três minutos
A demora mais significativa ocorreu depois que Mbappé recebeu um pênalti durante o primeiro tempo.
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Noussair Mazraoui foi considerado culpado por fazer falta no capitão da França, mas a decisão foi seguida por uma revisão extensa da sequência de ataque. O VAR examinou a falta em Mbappé, bem como uma possível falta anterior em Achraf Hakimi.
Um total de três minutos e 11 segundos se passaram entre a infração inicial e a cobrança do pênalti. Tello também verificou o posicionamento dos jogadores e garantiu que a bola estivesse corretamente posicionada antes de permitir que Mbappé prosseguisse.
De acordo com o relato do L’Équipe sobre a longa demora, o goleiro de Marrocos, Yassine Bounou, acabou defendendo a cobrança de Mbappé.
O técnico da França, Didier Deschamps, expressou sua surpresa com a sequência ao falar com a M6 no intervalo.
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“Foi uma situação estranha com aquele tempo de espera”, disse Deschamps. “Ele primeiro confirmou sua decisão, e depois houve outra verificação.”
A demora interrompeu o ritmo da partida e deixou Mbappé esperando sob considerável pressão antes de cobrar o pênalti.
Marrocos questiona incidente de Rabiot
O VAR foi novamente envolvido quando Mbappé abriu o placar aos 60 minutos.
Vários jogadores marroquinos pararam durante a jogada porque acreditavam que Adrien Rabiot havia tocado a bola com a mão ao recuperar a posse. Tello permitiu que o jogo continuasse, e Mbappé finalizou com um chute colocado de fora da área.
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O gol foi verificado antes de ser confirmado, mas as imagens de televisão disponibilizadas aos telespectadores não estabeleceram conclusivamente se a bola havia tocado a mão de Rabiot.
Apenas um replay em câmera lenta foi exibido, e ele não começou cedo o suficiente para capturar todo o incidente. Os ângulos usados pelos árbitros do VAR não foram transmitidos.
Citado por Vincent Duluc no L’Équipe, o técnico de Marrocos, Mohamed Ouahbi, disse à beIN Sports: “Alguns jogadores pararam porque viram uma mão na bola, e de fato houve uma. Não sei se deveria ter sido marcada ou não, não tenho certeza, mas foi o que aconteceu.”
Os comentários de Ouahbi refletiram a frustração de Marrocos, mas as imagens disponíveis não ofereceram nenhuma evidência definitiva de que uma mão na bola punível havia ocorrido.
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Tello permite um jogo físico
As quartas de final foram a terceira designação de Tello no torneio, depois de ele ter apitado anteriormente o empate em 1 a 1 entre Canadá e Bósnia e Herzegovina e a vitória da África do Sul por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul.
Sua abordagem contra França e Marrocos foi amplamente consistente com a arbitragem mais permissiva vista ao longo do torneio, com os árbitros sendo encorajados a evitar parar o jogo por contatos menores.
Essa abordagem contribuiu para um jogo físico, embora Tello tenha punido Issa Diop por uma entrada dura em Mbappé aos 63 minutos.
Diop recebeu um cartão amarelo, enquanto Mbappé precisou de atendimento e foi substituído vários minutos depois. O capitão da França pareceu desconfortável após a entrada, mas nenhuma confirmação imediata foi fornecida de que sua saída foi causada por uma lesão no tornozelo.
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Com a França se preparando para uma semifinal contra Espanha ou Bélgica, a condição de Mbappé será monitorada de perto.
Erros menores em atuação controlada
Tello também cometeu vários erros menos consequentes em arremessos laterais, escanteios e tiros de meta.
Entre eles, uma decisão de conceder um tiro de meta a Marrocos depois que o chute de longa distância de Lucas Digne pareceu desviar pouco antes do intervalo. Em outra ocasião, um escanteio foi concedido quando a bola parecia ter saído diretamente pela linha de fundo.
Cinco minutos foram adicionados no final do primeiro tempo e seis após o segundo, refletindo as revisões do VAR, substituições e paralisações para atendimento.
Tello manteve o controle de uma partida difícil e lidou corretamente com muitos de seus confrontos físicos. No entanto, a falta de transparência em torno da revisão do lance de Rabiot e a espera prolongada antes do pênalti de Mbappé inevitavelmente colocaram sua atuação sob maior escrutínio.



