A derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 acendeu uma tempestade de controvérsia, levando a uma petição viral que exige seu banimento de futuros torneios. A petição, que já acumulou mais de 23 milhões de assinaturas, alega um viés sistêmico dentro da FIFA e entre os árbitros em favor de Lionel Messi e da seleção argentina.
O apelo por um banimento intensificou-se após o “comportamento antidesportivo” da Argentina depois da final, notadamente de jogadores como Leandro Paredes. Críticos apontam para um padrão percebido de “artimanhas” e arbitragem favorável ao longo das fases finais do torneio, embora a FIFA tenha negado anteriormente qualquer ‘manipulação’ após a partida das Oitavas de Final da Argentina contra o Egito.
Petições evidenciam um mundo do futebol dividido
A petição, amplamente divulgada online, não poupa acusações. “É óbvio que a FIFA e os árbitros são tendenciosos em relação a Lionel Messi e à Argentina. Por que o resto do mundo deveria competir quando o vencedor já foi decidido? Expulsem a Argentina da Copa do Mundo e deem a todos os outros uma chance justa”, diz uma declaração da petição viral, conforme relatado pelo GiveMeSport.
Em resposta, torcedores argentinos lançaram uma contra-petição, iniciada por Gisela Sanchez, pedindo que a final da Copa do Mundo seja repetida. Esta contra-petição, que já obteve quase 100.000 assinaturas, alega que as decisões tomadas pelo árbitro eslovaco Slavko Vincic e sua equipe de arbitragem influenciaram diretamente o resultado da partida. Sanchez afirmou em sua petição à FIFA que “isso não é apenas uma questão de justiça para a Argentina, mas para o futuro do futebol mundial”.
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Presidente da Argentina defende a nação em meio a críticas
Em meio ao debate crescente, o presidente de direita da Argentina, Javier Milei, usou o Instagram para defender veementemente sua nação e sua seleção de futebol. Milei descartou as críticas como inveja, afirmando a proeminência da Argentina no cenário global. “O problema da Argentina é que nos destacamos. Não passamos despercebidos, as pessoas têm inveja de nós, e somos bons em quase tudo. Sinto muito, mas alguém tinha que dizer”, postou Milei no Instagram. Ele reforçou ainda mais sua postura desafiadora com publicações como “Viva a Argentina, carajo!” e “Você tem inimigos? Significa que você defendeu algo. Nós defendemos a Argentina.”
No entanto, nem todas as figuras argentinas compartilham essa abordagem combativa. Claudio Tapia, presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino), ofereceu uma perspectiva mais ponderada sobre a derrota na final. “Não conseguimos superar a Espanha. Não conseguimos vencer a Espanha. Eles foram superiores, venceram de forma justa, e temos que reconhecer isso”, afirmou Tapia. Ele também enfatizou a importância do espírito esportivo, acrescentando: “No esporte, você também aprende aceitando as derrotas com a mesma graça com que celebra as vitórias. Sim, perdemos uma final. Mas também é verdade que este grupo acabara de trazer uma alegria imensa ao país. A Argentina havia celebrado uma partida antes porque esta equipe demonstrou mais uma vez por que significa tanto para o nosso povo.”
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