O atual campeão de Fórmula 1 entrou no paddock do Autódromo Hermanos Rodríguez na quinta-feira com um ar menos de defensor e mais de espectador. Lando Norris foi matematicamente eliminado da classificação dos pilotos há duas semanas em Austin, deixando o título de 2026 como uma questão da Mercedes que Andrea Kimi Antonelli pode selar neste fim de semana.
O britânico não tentou disfarçar o ano quando falou no México.
«Sei que tive uma defesa de título bastante horrível, mas pouco mais podia ter feito», disse Norris à RaceFans, acrescentando que sentia ter «feito uma época muito, muito boa».
A distância para a Mercedes
Os números confirmam a resignação. Antonelli tem 365 pontos, mais 123 do que o companheiro de equipa George Russell e mais 124 do que o piloto da Ferrari Lewis Hamilton. Max Verstappen, Charles Leclerc e Norris foram todos matematicamente eliminados da luta em Austin, com Norris em sexto na classificação, muito longe para um atual campeão a cinco corridas do fim.
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O ano da McLaren também derrapou ao nível de equipa. A formação de Woking desceu ao quarto lugar no campeonato de construtores, bem distante de uma Mercedes encaminhada para o título. Pressionado sobre o que correu mal, Norris apontou para o material e não para si próprio, dizendo à RaceFans: «Temos simplesmente outro carro [em relação à Mercedes] e isso não é nada que esteja realmente sob o meu controlo.»
Futuro campeão mais jovem de sempre
Norris teve o cuidado de dar crédito ao homem que lhe toma o lugar. Antonelli, de 20 anos, soma nove vitórias em corrida contra três de Russell ao longo da época e tornar-se-ia o mais jovem campeão de sempre da F1 com 20 anos e 68 dias, batendo o recorde de Sebastian Vettel se confirmar o título no domingo.
«Acho muito impressionante o que ele conseguiu fazer com a idade que tem, no seu segundo ano na Fórmula 1, e vai ser o mais jovem campeão do mundo de sempre», disse Norris ao Motorsport Week.
Acrescentou que o italiano «deu um salto bastante grande» desde a sua época de estreia, destacando a forma como Antonelli lida com a pressão, a ausência de erros em qualificação e em corrida, e a margem que tem levado sobre Russell como marcas de uma época de título. Russell, afirmou, continua a ser um piloto que valoriza, «mas o Kimi esteve dois patamares acima do George durante toda a época».
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O que Antonelli precisa no domingo
A aritmética para o título é simples. Um nono lugar ou melhor no Grande Prémio da Cidade do México garante a Antonelli o campeonato, independentemente do que Russell ou Hamilton façam, e, se nenhum dos dois vencer a corrida, o italiano é campeão mesmo sem pontuar. Estão 125 pontos em jogo este fim de semana e restarão apenas 100 depois dele.
Os semáforos apagam-se no Autódromo Hermanos Rodríguez no domingo.
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