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Trump aviso sobre o Irã lança a copa do mundo de 2026 em tempestade política

Comentários de Trump provocam nova controvérsia sobre a copa do mundo

As tensões em torno da Copa do Mundo de 2026 aumentaram depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o Irã poderia não participar com segurança do torneio.

Trump escreveu no Truth Social que não seria “apropriado” que o Irã jogasse no Mundial “por suas próprias vidas e segurança”. A declaração levantou dúvidas sobre a segurança da equipe iraniana antes do torneio.

Segundo Adam Crafton do The Athletic, a Federação de Futebol do Irã respondeu de forma contundente, afirmando que o único país cuja posição deveria ser questionada é aquele “que não tem capacidade de garantir a segurança das equipes que participam de um evento global”, referindo se aos Estados Unidos.

Mais tarde, Trump tentou tranquilizar a situação. Em outra publicação afirmou que o torneio será “o maior e mais seguro evento esportivo da história americana… Todos os jogadores, oficiais e torcedores serão tratados como as ‘ESTRELAS’ que são”.

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Relação entre Infantino e Trump volta a ser questionada

O episódio voltou a chamar atenção para a relação próxima entre o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e Donald Trump, enquanto os Estados Unidos se preparam para sediar a Copa do Mundo de 2026 junto com Canadá e México.

Segundo a reportagem do The Athletic, Infantino homenageou publicamente Trump durante o sorteio da Copa do Mundo em dezembro ao entregar ao presidente um novo Prêmio da Paz da FIFA durante uma cerimônia que destacou os supostos feitos diplomáticos do líder americano.

Infantino também já elogiou Trump em outras aparições públicas. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos declarou: “O presidente Trump é definitivamente um esportista.”

Ele acrescentou: “Ele diz realmente o que muitas pessoas pensam, mas mais importante ainda, ele faz o que diz.”

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Críticos alertam para riscos à neutralidade da FIFA

Alguns críticos afirmam que a proximidade visível entre o presidente da FIFA e o presidente dos Estados Unidos pode colocar em dúvida o princípio de neutralidade política da organização.

Segundo a reportagem de Adam Crafton no The Athletic, Infantino apareceu ao lado de Trump em diversas ocasiões desde o retorno do presidente à Casa Branca em 2025, incluindo eventos políticos e reuniões em Washington.

A FIFA também abriu um escritório na Trump Tower em Nova York, decisão que intensificou críticas de observadores que acreditam que a entidade máxima do futebol deveria permanecer politicamente neutra.

A organização de defesa FairSquare apresentou uma queixa ao Comitê de Ética da FIFA por supostas violações repetidas do princípio de neutralidade, segundo informou o The Athletic.

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Regras de visto e restrições de viagem aumentam a pressão

Além das tensões políticas, também surgiram preocupações logísticas antes do torneio.

Segundo informações do The Athletic, vários países classificados ainda estão sujeitos a restrições de viagem para os Estados Unidos, incluindo Irã, Senegal, Costa do Marfim e Haiti.

Espera se que jogadores e oficiais recebam exceções para poder participar do torneio, mas torcedores desses países podem enfrentar dificuldades para entrar nos Estados Unidos.

Essa situação gerou preocupação entre dirigentes do futebol sobre se todos os torcedores conseguirão assistir aos jogos durante a competição.

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Pressão política aumenta antes do início do torneio

Com a Copa do Mundo programada para começar em junho, a controvérsia acrescenta mais uma camada de tensão política à preparação do torneio.

Segundo a reportagem de Adam Crafton no The Athletic, alguns observadores acreditam que a proximidade de Infantino com Trump reflete uma tentativa pragmática de manter cooperação com o governo do país anfitrião.

Outros alertam que essa estratégia pode arrastar a FIFA ainda mais para disputas políticas e dificultar os esforços para apresentar a Copa do Mundo como um evento esportivo global e neutro.

Sources: The Athletic

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