VAR Check

Clubes da Premier League expressam preocupações com o VAR e a arbitragem

O Everton lidera as críticas às inconsistências da arbitragem e do VAR na Premier League, levando outros clubes a expressarem suas preocupações.

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O Everton emergiu como um crítico vocal das inconsistências percebidas na arbitragem da Premier League e nas decisões do VAR, levando outros clubes a expressarem suas queixas. O mais recente ponto de discórdia, um controverso incidente de mão contra o West Ham United, solidificou a determinação do clube de Merseyside em abordar a questão com a Professional Game Match Officials (PGMO).

Durante o recente confronto contra o West Ham, o árbitro Stuart Attwell e o VAR Michael Salisbury ignoraram uma alegação de mão contra Mateus Fernandes. A Premier League posteriormente esclareceu o incidente, considerando o contato de Fernandes com a bola como ‘acidental’. Essa decisão, no entanto, acendeu ainda mais frustração no campo do Everton, com relatos indicando que Angus Kinnear está pronto para conversar com a PGMO para transmitir essas preocupações.

Um padrão de decisões controversas

O incidente de Fernandes não é um caso isolado para o Everton, que tem enfrentado uma temporada marcada por várias decisões controversas. O clube aponta para uma série de momentos em que acredita ter sido tratado injustamente:

  • No jogo de abertura da temporada, um pênalti foi marcado contra James Tarkowski por mão na bola, resultando na conversão do Leeds United e na derrota do Everton.

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  • Jake O’Brien teve um gol anulado contra o Aston Villa devido a uma suposta interferência de Harrison Armstrong em posição de impedimento, embora o Everton tenha vencido a partida por 1 a 0.

  • Michael Keane foi considerado culpado de conduta violenta por puxar o cabelo de Tolu Arokodare contra o Wolves, uma decisão que gerou comparações com incidentes envolvendo Kenny Tete do Fulham contra o Manchester City e Dominic Calvert-Lewin contra Marc Cucurella, nenhum dos quais resultou em sanções semelhantes.

Talvez a queixa mais significativa, no entanto, derive de uma alegação de pênalti contra o Arsenal em 20 de dezembro, quando o atacante Thierno Barry foi aparentemente chutado na área por William Saliba aos 57 minutos. O árbitro de campo Sam Barrott não marcou a penalidade.

Painel de Incidentes Chave da Partida destaca decisões divididas

O incidente envolvendo Barry e Saliba foi subsequentemente revisado pelo Painel de Incidentes Chave da Partida da Premier League, um órgão de cinco membros composto por três ex-jogadores ou treinadores, um representante da Premier League e um da Professional Game Match Officials. As descobertas do painel, relatadas pela BBC Sport, revelam uma divisão significativa:

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  • Uma votação de 3 a 2 a favor de um pênalti para o Everton. Os membros do painel que apoiaram o pênalti afirmaram: “Saliba chuta Barry de forma descuidada, sem contato com a bola.”

  • Uma votação de 3 a 2 de que o VAR Michael Salisbury deveria ter aconselhado o árbitro a revisar sua decisão no monitor.

A opinião dividida do painel ressalta a natureza subjetiva de tais decisões, com membros dissidentes argumentando que “não houve impacto suficiente e uma reação tardia” para justificar um pênalti. Essa inconsistência percebida foi ainda mais destacada dias depois, quando um incidente semelhante envolvendo o Fulham contra o Nottingham Forest resultou em um pênalti, uma decisão que o painel apoiou unanimemente.

O técnico do Everton, David Moyes, expressou sua frustração, afirmando: “Eu estava meio engasgado ontem à noite quando vi a decisão dada [ao Fulham] e a nossa não. Parece que certos clubes recebem essas decisões e outros clubes não.”

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O Painel de Incidentes Chave da Partida também revisou outras decisões de alto perfil, revelando mais complexidades. No mesmo dia do jogo Arsenal-Everton, o painel votou 3 a 2 que o árbitro Andy Madley deveria ter concedido um pênalti ao Newcastle United contra o Chelsea, mas concluiu que o VAR Peter Bankes estava correto em não aconselhar a marcação da penalidade. Por outro lado, decisões como o cartão vermelho de Xavi Simons do Tottenham contra o Liverpool e o segundo gol do Liverpool de Hugo Ekitike contra o Tottenham (apesar de um empurrão em Cristian Romero) receberam apoio unânime do painel, com a última decisão citando “contato insuficiente para uma falta, especialmente dado o alto limiar para penalizar o contato.”

Enquanto o Everton busca clareza e consistência, o diálogo contínuo com a PGMO será crucial para abordar as crescentes preocupações sobre os padrões de arbitragem e a aplicação do VAR em toda a Premier League.

Fontes: www.everton.news, www.bbc.co.uk

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