O Presidente da FIFA, Gianni Infantino, estará a lutar para manter a sua posição em meio a uma crescente reação negativa, mas um novo relatório agora alega uma contradição impressionante nas suas ações passadas, afirmando que ele apoiou secretamente o controverso plano da Superliga Europeia em 2020, apesar de o ter condenado publicamente um ano depois.
Um presidente sob pressão
Infantino estaria a “agarrar-se desesperadamente ao poder” após uma recente reviravolta nas propostas para vender participações na Taça do Mundo. A medida intensificou as críticas, com a UEFA, liderada por Aleksander Ceferin, a encabeçar uma campanha contra o chefe da FIFA. Várias nações europeias, incluindo Inglaterra e País de Gales, retiraram o seu apoio por escrito, deixando Infantino vulnerável antes das cruciais eleições da FIFA em março. As esperanças de uma demissão antecipada foram afastadas após uma reunião de crise da Taça do Mundo em Marrocos na noite de quarta-feira.
O plano da Superliga e o alegado papel da FIFA
As novas alegações, detalhadas num relatório do The Guardian, sugerem que Infantino era “parte integrante da rebelião separatista” que procurava remodelar o futebol de clubes em 2021. A Superliga Europeia, que propunha uma divisão fechada de 20 equipas, colapsou notoriamente devido a protestos generalizados, particularmente em toda a Premier League, depois de clubes como Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham terem inicialmente aderido.
De acordo com o The Guardian, um termo de acordo datado de outubro de 2020 descreve uma profunda parceria entre a FIFA e a proposta Superliga. Os detalhes chave do documento incluem:
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- A nova liga seria potencialmente nomeada com a marca da FIFA.
- A FIFA, referida como ‘WO1’ nos documentos, receberia uma “participação preferencial” na Superliga.
- Esta participação concederia à FIFA um poder significativo sobre as mudanças de formato e calendário, a nomeação de um diretor executivo e a distribuição de fundos.
- O plano delineava uma parceria de pelo menos 12 anos e uma joint venture para gerir as operações comerciais da Superliga.
- A FIFA estaria disposta a deixar de lado as suas associações membros e a contornar as federações para impulsionar planos de alteração das janelas internacionais e ligar um Mundial de Clubes anual, de eliminação direta, diretamente à nova Superliga.
- Infantino estaria entre os funcionários da FIFA totalmente cientes do progresso do projeto.
Estas revelações contrastam fortemente com a postura pública de Infantino quando o plano da Superliga veio a público em abril de 2021. Dirigindo-se ao congresso da UEFA, ele afirmou inequivocamente: “Na FIFA, só podemos desaprovar veementemente a criação de uma Superliga que é um clube fechado, que é uma rutura com as instituições atuais, com as ligas, com as associações, com a UEFA e com a FIFA, que está fora do sistema. Não há qualquer dúvida da desaprovação da FIFA por isto.”
Quando contactada pelo The Sun sobre as novas alegações, a FIFA respondeu fornecendo links para artigos publicados em 2021, incluindo a forte condenação de Infantino no congresso da UEFA e uma declaração assinada pelo chefe da FIFA e seis presidentes de confederações continentais recusando-se a reconhecer competições rivais. Esta postura defensiva pouco faz para acalmar a crescente tempestade em torno de Infantino, cuja liderança está agora sob intenso escrutínio de múltiplos ângulos.
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