Michael Carrick

Adepto do United há 50 anos diz que Carrick não é o problema. É a direção.

Com os apelos mais fortes até agora para que Michael Carrick seja despedido após a humilhação por 4-1 na Liga dos Campeões frente ao Como, na quarta-feira, um adepto do…

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Geoff Maynard, cronista de longa data do Daily Express, usou a sua coluna no dia seguinte ao jogo para defender que a humilhação na Lombardia foi obra dos jogadores, não do homem no banco, e que o verdadeiro falhanço está um andar acima.

«A exibição dos seus jogadores na humilhação de Como foi uma piada», escreveu Maynard.

«Carrick tem sido privado de verbas para contratar os jogadores de topo de que a sua equipa precisa desesperadamente.»

Apontou especificamente para o verão, quando o United desistiu de uma avaliação de 120 milhões de libras pelo médio do Nottingham Forest Elliot Anderson, que acabou por acertar a sua ida para o Manchester City em julho.

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«O tipo é um monstro do meio-campo do género de Roy Keane de que qualquer equipa de topo precisa», escreveu Maynard. As contratações de verão de Carlos Baleba, Youri Tielemans e Andrey Santos, disse, foram «razoáveis», mas não preencheram esse vazio.

À frente, defendeu Maynard, o problema tem o mesmo formato. Benjamin Sesko é o único ponta de lança reconhecido, com Bruno Fernandes, Matheus Cunha e Bryan Mbeumo a serem chamados a jogar como avançados que não são.

«Qualquer que seja a tática que uses, se não recuares a correr»

Dentro do balneário, a disciplina já está a desmoronar-se. Nico Paz, do Como, abriu o marcador aos dois minutos e deu o tom para uma vitória por 4-1, e, após o apito final, Fernandes, que tinha sido substituído aos 67 minutos, questionou publicamente a estratégia à Sky Sports.

«Foi uma decisão da equipa técnica não pressionar homem a homem e, por vezes, deixar espaço nas costas.»

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A resposta de Carrick não poupou o seu capitão.

«Pressionámos a meio-gás homem a homem na segunda parte e acabámos por sofrer um golo por causa disso. Qualquer que seja a tática que uses, se não recuares a correr, não vais ganhar.»

A troca de palavras levou Jamie Carragher a atirar-se a Fernandes poucas horas depois. O comentador da Sky classificou a crítica pública como «uma vergonha» na CBS Sports, notando que Fernandes tinha conquistado o prémio de Jogador do Ano do United sob o comando de Carrick na época passada e não o teria conquistado sem ele.

«Dissemos que Lisandro Martínez tinha estado completamente fora de ordem ao criticar a hierarquia. Para o Bruno Fernandes fazer o mesmo, é uma vergonha», disse Carragher.

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A posição discreta da direção

A intervenção de Lisandro Martínez surgiu na semana anterior, após uma derrota por 2-0 frente ao Atlético de Madrid, quando o defesa dirigiu a sua frustração à hierarquia em vez de ao treinador e disse publicamente que o plantel não é suficientemente forte para competir ao mais alto nível. Muitos adeptos concordam com ele, segundo a Sky Sports.

Os diretores do clube não concordam. Acreditam que o plantel é mais forte do que aquele que Carrick guiou a um terceiro lugar na Premier League na época passada, e que o atual mau momento, que já se estende a sete jogos sem vencer em todas as competições, é um problema que cabe ao treinador resolver.

Carrick vai orientar a receção ao Bournemouth no domingo, sem qualquer decisão tomada para além desse jogo. O apito inicial em Old Trafford está marcado para as 14h00 locais.

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