Vincent Kompany and Harry Kane

As esperanças do Bayern de Munique na Liga dos Campeões frustradas por decisão controversa de mão na bola e regra pouco conhecida da IFAB

As esperanças do Bayern na Champions League foram frustradas por uma decisão controversa de mão na bola e uma regra pouco conhecida da IFAB.

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A jornada do Bayern de Munique na Liga dos Campeões chegou a um fim controverso na noite de quarta-feira, quando um pedido crucial de pênalti foi negado durante a derrota nas semifinais contra o Paris Saint-Germain. A decisão, que deixou jogadores e comissão técnica do Bayern visivelmente frustrados, baseou-se em uma interpretação matizada da regra de mão na bola que tem sido alvo de intenso escrutínio ao longo da competição desta temporada.

O momento crucial: o braço esticado de Neves

Com a equipe de Vincent Kompany, o Bayern, perdendo por um gol na noite e por 6-4 no placar agregado, o incidente ocorreu em um momento crítico. As repetições mostraram claramente o jogador do PSG, João Neves, com o braço esticado em toda a sua extensão quando a bola atingiu sua mão dentro da área. Apesar do contato e da posição do braço aparentemente claros, o árbitro mandou o jogo seguir, uma decisão que, em última análise, contribuiu para a eliminação do Bayern.

Para aumentar as queixas do Bayern, outra decisão de mão na bola havia sido contra eles minutos antes. No entanto, essa decisão anterior foi corretamente anulada, pois a bola havia batido no peito e ombro de um adversário antes de atingir um jogador do Bayern, uma interpretação padrão das regras.

Detalhando a regulamentação de mão na bola da IFAB

A controversa decisão contra Neves, no entanto, estava enraizada em uma cláusula específica, muitas vezes negligenciada, dentro das regras da IFAB. De acordo com uma explicação relatada por GiveMeSport, uma infração de mão na bola não é cometida sob certas circunstâncias. A regra da IFAB afirma:

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“Uma infração de mão na bola não é cometida quando um jogador é atingido na mão/braço pela bola que foi jogada por um companheiro de equipe (a menos que a bola vá diretamente para o gol adversário ou o jogador marque imediatamente depois, caso em que um pontapé livre direto é concedido à outra equipe.)”

Essa formulação particular sugere que, se um companheiro de equipe de Neves tivesse jogado a bola que atingiu seu braço esticado, isso não seria considerado uma infração, apesar da posição do braço. Essa interpretação, embora tecnicamente correta pelos padrões da IFAB, gerou um amplo debate, dadas as altas apostas da semifinal da Liga dos Campeões.

O incidente também gerou comparações com um “pênalti suave” concedido ao PSG no jogo de ida das semifinais, destacando ainda mais as inconsistências e complexidades em torno das decisões de mão na bola nesta temporada. O formidável trio de ataque do Bayern, composto por Harry Kane, Luis Diaz e Michael Olise, foi incapaz de superar o déficit e a controversa decisão.

O PSG, comandado por Luis Enrique, avançará agora para a final da Liga dos Campeões em Budapeste no final do mês. Eles enfrentarão o Arsenal de Mikel Arteta, que garantiu sua vaga após uma vitória por 2-1 no placar agregado sobre o Atlético de Madrid. O PSG é o atual campeão e buscará manter o título que conquistou na última campanha. A final é esperada como uma batalha tática, com o Arsenal devendo empregar “artes obscuras” em vez de um “futebol total, estilo ofensivo” contra os gigantes parisienses.

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Fontes: www.givemesport.com

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