Aos 39 anos, Jamie Vardy continua a desafiar as expectativas, tendo recentemente regressado à ação pelo Cremonese na Serie A após uma paragem por lesão, participando na derrota da sua equipa frente à Lazio. É o capítulo mais recente numa odisseia futebolística que o próprio Vardy descreve como única, uma jornada do chão de fábrica ao auge do futebol inglês.
O caminho de Vardy para o futebol profissional foi tudo menos convencional. No início da sua carreira, trabalhou num armazém, fabricando andarilhos e muletas, um contraste gritante com o glamour do futebol de elite. Ele só entrou na Football League aos 25 anos, uma idade em que muitos jogadores já estão bem estabelecidos nas suas carreiras profissionais. Esta ascensão pouco convencional, culminando no impensável título da Premier League de 2016 com o Leicester City, levou-o a refletir: “Eu era apenas um pequeno fenómeno no sistema.”
Uma década desde o sonho impossível
O décimo aniversário do histórico triunfo do Leicester City na Premier League passou recentemente, coincidindo com a despromoção do clube para a League One. Vardy, uma figura central naquela temporada de conto de fadas, despediu-se do Leicester City há um ano, marcando o seu 200º golo na sua 500ª aparição – um testemunho do seu impacto duradouro no clube.
O sucesso no Leicester não foi isento de desafios pessoais. Em 2015, Vardy foi multado pelo clube por usar linguagem racista num casino, um incidente que ele abordou desde então. No mesmo ano, ele também descobriu a identidade do seu pai biológico, adicionando mais uma camada de complexidade à sua vida pessoal. Ao longo destes períodos, Vardy atribui o mérito aos sistemas de apoio à sua volta, incluindo o ex-treinador do Leicester, Nigel Pearson, a sua esposa Rebekah – que o ajudou a dar a volta à sua carreira inicial no clube após um incidente em que chegou bêbado ao treino – e um grupo unido de amigos de infância que ele carinhosamente chama de “Inbetweeners”. Ele também utilizou o psicólogo fornecido pelo clube para apoio.
Refletindo sobre a montanha-russa da sua carreira, Vardy reconhece os imensos desafios e as experiências únicas que ela trouxe. Apesar dos altos e baixos incríveis, ele admite ao The Guardian: “Mas se me pedissem para fazer tudo de novo, eu não faria!” Agora no crepúsculo dos seus dias de jogador, Vardy deixou claro que não tem interesse em seguir uma carreira na gestão de futebol assim que pendurar as chuteiras, preferindo deixar o banco de suplentes para outros.
Fontes: www.theguardian.com
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