Para uma equipa que não vence uma eliminatória de playoffs há 24 épocas, a escolha não podia ser mais clara. O presidente de operações de basquetebol dos Charlotte Hornets, Jeff Peterson, anunciou a 19 de outubro uma extensão de cinco anos e 209 milhões de dólares para Brandon Miller, horas antes de expirar o prazo da liga para extensões de contrato de novato.
O acordo prolonga-se até à época 2031-32, com um valor médio anual de 43 milhões de dólares, e supera a extensão de cinco anos e 203 milhões de dólares assinada por Ball três anos antes como a mais rica alguma vez oferecida pela organização.
Peterson disse aos jornalistas que a negociação foi até ao limite e que ambas as partes queriam ter resolvido o assunto mais cedo.
“Apesar de a negociação se ter arrastado até à última hora e provavelmente um pouco mais tempo do que o Brandon e eu desejaríamos, estou simplesmente feliz por termos conseguido fechar o acordo”, afirmou Peterson, segundo a Sports Illustrated.
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N.º 2 em 2023, 43 milhões por ano em 2026
Miller, segundo escolhido global do draft de 2023, construiu o argumento para a extensão no seu terceiro ano. Registou médias de 20,2 pontos, 4,9 ressaltos e 3,3 assistências em 65 jogos na última época, com 38,3% de eficácia nos lançamentos de três pontos, números que produziu enquanto jogava com uma lesão no ombro esquerdo que viria mais tarde a exigir cirurgia.
Os Hornets apostaram nele mesmo depois de uma primeira imagem titubeante já com o novo contrato. Na estreia da época frente a Brooklyn, Miller terminou com 18 pontos e um registo de 3 em 14 nos lançamentos de três pontos, somando apenas um ponto na segunda parte, segundo a Associated Press.
Uma época de 44-38 e depois um verão de limpeza total
Charlotte fechou a última época com um registo de 44-38, um salto suficiente para arrastar a franquia de volta ao play-in pela primeira vez desde 2022. A equipa venceu Miami após prolongamento e depois perdeu por 121-90 frente a Orlando a 17 de abril, voltando a falhar os playoffs. A última presença no pós-época continua a ser a campanha de 2015-16.
A pré-época que se seguiu foi tudo menos paciente. Ball foi trocado para Minnesota, Miles Bridges também saiu, e Naz Reid, Grayson Allen, Royce O’Neale e Dennis Schröder chegaram para colocar peso de experiência à volta de Miller.
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Miller disse à Sports Illustrated que o rumo é claro.
“O nosso objetivo são os playoffs. Queremos ser conhecidos como uma equipa de playoffs”, afirmou.
Peterson, falando ao mesmo meio, disse que a aposta da organização no jogador de 23 anos ia além das suas estatísticas, apontando a sua ética de trabalho e a determinação em continuar a evoluir como fatores decisivos na decisão de lhe entregar o maior cheque da história da equipa, apesar da cirurgia ao ombro na pré-época.
O novo contrato de Miller prolonga-se até à época 2031-32, com Reid como parceiro no estágio de pré-época e o restante plantel remodelado a carregar agora a equipa rumo a uma investida pelo play-in que começa com deslocações a Washington e Nova Iorque na próxima semana.
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