O primeiro match point de Marc Márquez para o oitavo título mundial da categoria rainha chega a Lusail este domingo. Poderá persegui-lo diante da grelha mais pequena do MotoGP numa geração.
Dezanove dos 22 pilotos regulares assinaram uma carta no Grande Prémio da Malásia, em Sepang, a pedir aos organizadores que cancelassem a ronda do Catar. O campeonato recusou.
Na sua resposta, o MotoGP disse estar desiludido com a decisão da Yamaha e insistiu que a corrida se vai realizar após uma nova ronda de verificações de segurança.
«Após consulta com o Estado do Catar, com o Circuito Internacional de Lusail, com assessores de segurança independentes e com o próprio processo contínuo de avaliação de risco do MotoGP, o MotoGP não recebeu qualquer informação que justifique uma alteração aos planos atuais», afirmou a organização.
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O campeonato advertiu ainda que a não participação da Yamaha «acarreta implicações desportivas, cabendo à FIM gerir quaisquer consequências desportivas em conformidade com o regulamento do campeonato».
A Yamaha retira as suas quatro motos
A Yamaha foi a primeira fabricante a desmarcar-se, anunciando a 2 de novembro que não iria competir no Catar, com base numa política de viagens aplicada a toda a empresa e ligada à situação de segurança no Médio Oriente.
«Após a sua mais recente avaliação da situação no Médio Oriente, a Yamaha não identificou fundamentos suficientes para alterar as restrições de viagem em vigor para toda a empresa», afirmou a fabricante japonesa, segundo a Crash.net.
A decisão retira da lista de inscritos os pilotos oficiais Fabio Quartararo e Álex Rins, assim como Jack Miller e Augusto Fernández, da Pramac Yamaha, como noticiou a Al Jazeera. A Ducati, a Aprilia, a KTM e a Honda confirmaram todas que vão competir em Lusail, segundo o Grande Prêmio.
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«Somos 19 que não queremos ir»
Os pilotos reuniram-se em privado nas instalações da Yamaha durante o fim de semana da Malásia, antes de entregarem a carta ao MotoGP no domingo em Sepang, noticia o Speedcafe.
Miller disse aos jornalistas em Sepang que a posição entre os pilotos era quase unânime.
«Não quero ir. Como toda a gente. Somos 19 que não queremos ir lá», afirmou Miller, citado pelo Speedcafe.
Os três pilotos que, segundo as informações, não assinaram são Marco Bezzecchi, Ai Ogura e Johann Zarco, de acordo com o Grande Prêmio.
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Uma grelha que pode cair para 13
Com os quatro da Yamaha já fora, Álex Márquez, da Gresini, vai falhar o Catar depois de uma cirurgia ao ombro, noticia o Grande Prêmio. O candidato ao título Jorge Martín (pulso), Raúl Fernández (fratura num dedo sofrida em Mandalika), Fermín Aldeguer (mão) e Joan Mir viajam todos com a condição física em dúvida.
Se cada um dos pilotos em dúvida for dado como indisponível sem substituto, a grelha pode cair para 13, o alinhamento mais reduzido do MotoGP desde 2010, de acordo com a análise do Grande Prêmio.
O match point de Márquez
Marc Márquez lidera a classificação com 44 pontos de vantagem sobre Jorge Martín e 67 sobre Marco Bezzecchi à chegada a Lusail, noticia a Motorsport Week.
Para fechar a questão este fim de semana, precisa de superar Martín por 30 pontos e Bezzecchi por 8 no total entre a sprint e a corrida principal. A sprint, por si só, não pode decidir; a primeira oportunidade para selar o título chega no Grande Prémio de domingo.
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Um oitavo título da categoria rainha colocá-lo-ia à frente do recorde de sete de Valentino Rossi. Seria também o seu décimo título mundial no conjunto de todas as categorias do Grande Prémio.
A corrida principal está agendada para domingo, 8 de novembro, no Circuito Internacional de Lusail.
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