O Fenway Sports Group manteve conversações para uma participação maioritária na equipa Cadillac de Fórmula 1 num negócio que poderá ultrapassar os 2 mil milhões de libras, segundo uma notícia do Guardian que tem sido reproduzida pela imprensa de F1 desde quarta-feira. A equipa norte-americana entrou na grelha em 2026 e é copropriedade da General Motors e da TWG Global, de Mark Walter, que gere a operação na F1.
O grupo de Boston, cujo principal proprietário é John Henry, é uma de várias partes interessadas em conversações com o lado de Walter, noticia o Boston Globe. Um porta-voz do FSG recusou comentar. A TWG Global afirmou que uma venda iminente não está em consideração, admitindo ter falado com vários potenciais compradores.
Walter sob investigação
A diferença entre estas duas posições explica-se, em parte, pelo que se passou com o restante portefólio de Walter. O Sportico noticiou a 2 de novembro que ele procura pelo menos 3 mil milhões de dólares pelos seus interesses na Fórmula 1, numa altura em que o Departamento de Justiça dos EUA e a Securities and Exchange Commission analisam transações envolvendo as suas empresas de seguros, Delaware Life, Clear Spring e EquiTrust.
A TWG negou qualquer irregularidade. A empresa tinha dito anteriormente aos jornalistas que a equipa não estava à venda, e a sua posição atual é apenas a de que um negócio não é iminente.
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A primeira época da Cadillac na F1 também não ajudou as contas. A equipa pagou uma taxa de diluição de 450 milhões de dólares para entrar na grelha, investiu pelo menos outros mil milhões de dólares para montar a operação e acumulou prejuízos de cerca de 400 milhões de dólares no ano de estreia, segundo os números avançados na notícia do Guardian. A General Motors mantém-se ligada à equipa como parceira de motores a longo prazo, com planos para desenvolver a sua própria unidade motriz, e nada nas atuais conversações aponta para uma mudança de identidade do construtor Cadillac.
Uma quarta competição para o FSG
Para o Fenway Sports Group, a F1 seria uma quarta grande competição a juntar ao Liverpool, aos Boston Red Sox e à RFK Racing na NASCAR. O grupo vendeu os Pittsburgh Penguins em 2024 por cerca de 1,75 mil milhões de dólares e nunca escondeu que procura novos investimentos no desporto. O crescimento comercial da F1 nos Estados Unidos ao longo da última década, impulsionado pelo Drive to Survive da Netflix e por três corridas norte-americanas no calendário, fez da competição um alvo óbvio para o capital norte-americano.
Qualquer aquisição colocaria também a empresa de John Henry a comandar uma equipa ainda em construção. Marcin Budkowski assumiu o cargo de diretor de equipa da Cadillac em agosto, substituindo Graeme Lowdon no momento em que a organização ultrapassou a fase inicial de montagem.
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