O atual maior viveiro de talento do ciclismo deverá, segundo a imprensa, receber uma Grande Volta à porta de casa. A primeira etapa do Giro d’Italia 2027 deverá partir de Trieste e regressar à cidade pela vizinha Eslovénia, num dia favorável aos sprinters que levará o pelotão pelo país natal de Tadej Pogacar e Primoz Roglic.
Urbano Cairo, dono do RCS Media Group, sociedade-mãe da organizadora RCS Sport, confirmou a Grande Partenza de Trieste durante o Festival dello Sport, em Trento, no fim de semana. O acordo com a região de Friuli-Venezia Giulia, avaliado em cerca de 10 milhões de euros, abrange três etapas no nordeste de Itália e põe fim a um braço de ferro com a região que, em 2025, acabou por perder para a Albânia.
A segunda etapa deverá terminar em Pordenone, designada capital italiana da cultura para 2027. Uma terceira etapa em Friuli está ainda em negociação, noticiando-se que cerca de vinte municípios da região terão manifestado interesse em receber a prova.
Zoncolan regressa pela vertente de Ovaro
A partir do nordeste, espera-se que a prova desça para sul ao longo do Adriático, atravesse os Apeninos até Nápoles e volte a subir pela costa tirrénica, antes de passar pela Toscana, Ligúria e Piemonte e regressar a Friuli-Venezia Giulia para o derradeiro fim de semana de montanha.
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A 20.ª etapa deverá terminar no Monte Zoncolan, provavelmente após uma partida em Lienz, na Áustria. A subida será atacada pelo lado de Ovaro, a mais íngreme das duas vertentes e aquela que o Giro sempre utilizou para as suas chegadas de etapa mais emblemáticas. Essa vertente não é usada no Giro desde 2018, quando Chris Froome venceu a etapa com seis segundos de vantagem sobre Simon Yates, graças a um ataque solitário já perto do fim. O britânico viria a conquistar a classificação geral na semana seguinte, naquela que continua a ser a sua única maglia rosa.
O «verdadeiro» Mortirolo e um contrarrelógio em Vicenza
No início da última semana, uma etapa de montanha deverá terminar em Aprica, que assinala o seu centenário em 2027. A imprensa italiana aponta para o Passo Gavia a anteceder o «verdadeiro» Mortirolo pela vertente de Mazzo di Valtellina, a mais difícil da subida, que tem estado praticamente ausente da prova nas últimas edições.
Está também inscrito no traçado provisório um contrarrelógio individual acidentado até Vicenza, um perfil que tende a favorecer os candidatos à geral e não os especialistas do contrarrelógio.
Trieste é a única peça confirmada pela RCS
Apenas a Grande Partenza de Trieste foi confirmada publicamente pela RCS. Tudo o resto assenta ainda em notícias de Antonio Simeoli, do Il Messaggero Veneto, e do site da especialidade Tuttobiciweb, que foi o primeiro a traçar o percurso proposto.
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Pogacar, o maior nome do ciclismo esloveno e o atual corredor dominante da modalidade, não voltará a competir em 2026, depois de uma queda a alta velocidade na 8.ª etapa da Vuelta a España, em agosto, lhe ter provocado uma concussão, uma fratura da clavícula esquerda e uma fratura estável da vértebra cervical C7. A sua equipa, a UAE Team Emirates, confirmou, pouco depois da intervenção cirúrgica, que o esloveno não voltaria a alinhar este ano, não estando ainda anunciado o seu programa para 2027.
A Grande Partenza será apresentada em Trieste a 12 de outubro de 2026, estando o percurso completo de 2027 marcado para revelação em Roma, a 3 de novembro. A 110.ª edição da prova decorrerá entre 8 e 30 de maio de 2027.
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