Not acceptable: The FIA president trying to bend F1's rulebook for one driver

Inaceitável: o presidente da FIA tenta torcer o regulamento da F1 por um único piloto

Com Fernando Alonso a ponderar a retirada, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, está a preparar discretamente um pacote de alterações regulamentares destinado a manter na grelha de partida…

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Mohammed Ben Sulayem decidiu que não pode deixar Fernando Alonso ir embora.

O contrato do espanhol com a Aston Martin termina no final da época, e o piloto tem repetido que a sua continuidade na Fórmula 1 depende das sensações reais que os monolugares de nova geração transmitirem dentro do cockpit. Nos bastidores, o organismo dirigente começou a preparar um pacote de concessões regulamentares destinado a acelerar o progresso da Honda e, com isso, manter o interesse de Alonso.

«Não podemos, de forma alguma, permitir que Fernando saia», afirmou Ben Sulayem.

«Vi-o muito triste. Disse-lhe: Fernando, compreendo que é inaceitável.»

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O presidente da FIA reuniu-se na semana passada com o proprietário da Aston Martin, Lawrence Stroll, para discutir opções. Em cima da mesa: maiores liberdades de homologação para a Honda, autorizações adicionais de despesa e novas Additional Development and Upgrade Opportunities, o mecanismo de recuperação para os fabricantes que já concedeu à Honda mais horas em banco de ensaios e uma isenção de despesa de 19 milhões de dólares no início do ano. Qualquer concessão mais ampla teria de ser aprovada pelos fabricantes rivais de unidades motrizes, pelo que não é uma decisão que Ben Sulayem possa tomar sozinho.

Alonso também quer o regulamento alterado

Alonso não está a pedir um favor pessoal, mas também não esconde a sua frustração. Disse aos jornalistas que o atual regulamento retirou ao desporto a influência do piloto, com a unidade motriz de 2026 a repartir-se em cerca de 50/50 entre o motor de combustão interna e a bateria.

«Não podemos esperar até 2031 para termos um desporto a sério», afirmou Alonso.

Ben Sulayem já tinha prometido um regulamento de motores com menor componente híbrida e forte presença de V8 para 2030 ou 2031. O argumento de Alonso é que a F1 não pode passar as próximas quatro épocas à espera de uma revisão que ainda está a anos de distância.

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O endurance é a alternativa na Aston Martin

Se Alonso acabar mesmo por sair, o endurance é o destino mais provável. A Aston Martin já tem dois hipercarros Valkyrie no Campeonato do Mundo de Endurance e, questionado sobre se o WEC seria uma opção para 2027, Alonso respondeu com uma só palavra: «Sim.»

Currículo na categoria não lhe falta. Conquistou o título de pilotos do WEC com a Toyota em 2018-19 e tem duas vitórias em Le Mans no seu registo. Se a Aston Martin optar por passá-lo do cockpit de F1 para o seu programa de hipercarros, mantém-no na equipa sem precisar de absolutamente nada da FIA.

Newey espera que Alonso fique

O chefe de equipa, Adrian Newey, disse esperar que Alonso permaneça.

«Estou bastante confiante de que Fernando está a gostar do tempo connosco e de que iremos dar continuidade à nossa relação», disse Newey aos jornalistas durante o verão.

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A equipa ocupa o 10.º lugar na classificação de construtores e aposta no ciclo de evoluções prometido pela Honda e na mudança para o monolugar do próximo ano para mudar aquilo que Alonso sente ao volante. A Sky Sports, que foi o primeiro meio a noticiar que a FIA estava a explorar ajustes regulamentares específicos para o acomodar, sublinhou que quaisquer alterações desse tipo são especulação e não uma política oficial, e que a maioria dos lugares para 2027 já está garantida.

O próprio Alonso disse que um anúncio sobre o seu futuro «não é para breve». O próximo teste é o Grande Prémio de Madrid, onde deverá aparecer a mais recente especificação de motor da Honda e onde Alonso e Ben Sulayem ainda não se sentaram frente a frente.

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