Os 85 000 bilhetes para a despedida de Messi esgotaram em menos de duas horas. Quem ficou de fora vai assistir a uma das maiores transmissões de futebol que a América do Sul produziu este ano.
A Argentina recebe o Benim no Estádio Monumental, em Buenos Aires, na terça-feira, com pontapé de saída agendado para as 20h00 locais. Messi, de 39 anos, vai fazer a sua 208.ª e última internacionalização pela seleção. A Federação Argentina de Futebol confirmou o encontro através do seu presidente, Claudio Tapia, a 15 de setembro.
«Convidámos o melhor jogador do mundo a jogar, o ícone da nossa seleção, o nosso capitão Lionel Andrés Messi, para ter uma despedida merecida a 6 de outubro», afirmou Tapia.
«Não tenho mais nada para dar»
Messi anunciou a retirada do futebol internacional a 31 de agosto, seis semanas depois da derrota da Argentina por 1-0 frente à Espanha na final do Mundial de 2026, em East Rutherford.
Leia também: Rice regressa, Havertz é mais incerto
«Dei tudo o que tinha, não tenho mais nada para dar e, além disso, há jovens realmente excelentes a despontar atrás de mim», disse Messi na altura.
Sai como o jogador com mais internacionalizações pela Argentina e o maior marcador de sempre. O seu registo em Mundiais quase não tem paralelo: apenas atrás de Miroslav Klose na lista histórica de marcadores e detentor do recorde de assistências.
As homenagens chegaram em agosto, não na terça-feira
A reação nas redes sociais à nota de despedida de Messi foi rápida e veio de um círculo amplo, compilada pelo Buenos Aires Herald. Os colegas que ainda integram a seleção argentina abriram caminho.
«Só tenho a agradecer-te, és o maior de sempre, obrigado por nos teres feito tão felizes», publicou Rodrigo de Paul. «Não imaginas quantos sorrisos nos trouxeste ao rosto, és eterno.»
Leia também: Bruno Fernandes: «Espero enviar uma mensagem a Solskjær que seja boa para mim, não para ele»
A mensagem de Ángel Di María pesou mais na nacionalidade do que no futebol.
«Estaremos gratos a ti para o resto das nossas vidas por seres argentino e por teres levado a Argentina ao topo do mundo», escreveu Di María. «Obrigado por teres escolhido ser argentino quando facilmente podias ter escolhido o contrário.»
Enzo Fernández e Leandro Paredes acrescentaram mensagens próprias, tal como a conta oficial da seleção da AFA. Fora do balneário, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, elogiou o que descreveu como a «extraordinária carreira internacional que inspirou milhões e redefiniu o jogo bonito» de Messi. O presidente argentino, Javier Milei, limitou-se a quatro palavras: «Obrigado, homem impossível.»
Scaloni: «Cinco Monumentais ficariam cheios»
O treinador Lionel Scaloni, que guiou Messi ao Mundial do Catar e aos títulos da Copa América de 2021 e 2024, resumiu a procura por um lugar na terça-feira.
«Se houvesse cinco Monumentais, ficariam todos cheios», disse Scaloni.
O Monumental é o recinto argentino mais produtivo para Messi, com um registo dominado por vitórias e sem derrotas ao longo da sua carreira.
Messi ficou de fora das vitórias de preparação da Argentina frente à Bolívia, a 30 de setembro, e ao Burkina Faso, a 3 de outubro, para chegar fresco ao jogo com o Benim. A sua carreira de clube continua no Inter Miami.
O pontapé de saída frente ao Benim está agendado para as 20h00 locais no Estádio Monumental, na terça-feira.
Leia também: Agente de Dani Olmo revela onde a estrela do Barcelona quer terminar a carreira
Leia também: Bruno Fernandes a Ronaldo: se vai terminar na seleção, não pode terminar assim



