A Seleção Masculina dos Estados Unidos garantiu uma vitória suada por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina em seu confronto da Rodada de 32 da Copa do Mundo de 2026, mas o triunfo foi ofuscado por um cartão vermelho direto altamente controverso mostrado ao atacante estrela Folarin Balogun.
Balogun, que joga pelo AS Monaco e anteriormente passou pelas categorias de base do Arsenal, havia colocado os EUA em vantagem de 1 a 0 no final do primeiro tempo. No entanto, na metade do segundo tempo, sua partida chegou a um fim abrupto. Após uma revisão do VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus expulsou Balogun por uma falta no zagueiro bósnio Tarik Muharemovic. Repetições em câmera lenta do incidente teriam feito o contato parecer muito mais sério do que foi em tempo real, um ponto que desde então tem gerado críticas significativas.
Pochettino e o especialista Davies contestam a decisão
A decisão acendeu um debate acalorado, com o técnico da USMNT, Mauricio Pochettino, e o especialista em VAR, Andy Davies, ambos discordando veementemente da decisão. Em sua coletiva de imprensa pós-jogo, Pochettino expressou sua frustração.
“Para mim, nunca é cartão vermelho. Vendo depois na TV… nunca houve intenção de pisar no jogador. [É] uma ação normal no futebol que aconteceu por acidente. Nunca é intencional. É por isso que, para mim, nunca é cartão vermelho. Acho que hoje, nas decisões 50/50, nenhuma foi a nosso favor”, disse Pochettino ao Independent.
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O especialista em VAR Andy Davies ecoou esse sentimento em sua coluna na ESPN, sugerindo que o próprio protocolo do VAR pode ter sido mal aplicado. “Balogun pode se sentir azarado por ter recebido um cartão vermelho nesta situação, pois, na minha opinião, não foi uma infração para cartão vermelho”, escreveu Davies. Ele elaborou: “Com ambos os jogadores disputando a bola, o contato de Balogun em Muharemovic, embora parecesse ruim em câmera lenta, foi puramente acidental e um resultado infeliz de dois jogadores disputando a posse de bola em um movimento normal de futebol.”
Davies destacou ainda uma potencial violação das diretrizes do VAR: “O VAR fez sua recomendação ao árbitro com base em replays em câmera lenta e imagens estáticas, o que não está alinhado com os protocolos do VAR, pois estes devem ser usados apenas para fins de ponto de contato em uma situação de entrada para cartão vermelho. Uma vez na tela, no entanto, teria sido uma surpresa se o árbitro não tivesse expulsado Balogun considerando as imagens que lhe foram apresentadas pelo VAR.”
Ausência de Balogun é um grande golpe para o confronto contra a Bélgica
Apesar de jogar os últimos 25 minutos com 10 homens, a USMNT conseguiu ampliar sua vantagem, com Malik Tillman dobrando a vantagem dos co-anfitriões no final para garantir a vitória por 2 a 0 em Santa Clara. A vitória prepara um confronto das oitavas de final contra a Bélgica na noite de segunda-feira, que por sua vez se recuperou de uma desvantagem de 2 a 0 para vencer o Senegal por 3 a 2 na prorrogação.
No entanto, os EUA estarão sem seu artilheiro para essa partida crucial. Balogun, que marcou três gols no torneio até agora, está automaticamente suspenso. Um oficial da FIFA confirmou ao The Athletic que não há mecanismo para apelar de um cartão vermelho ou suspensão subsequente, com o Artigo 66.4 dos regulamentos da FIFA afirmando: “Uma expulsão acarreta automaticamente a suspensão da partida subsequente. Os órgãos judiciais da FIFA podem impor suspensões adicionais de partidas e outras medidas disciplinares.”
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Pochettino confirmou a decepção de Balogun, observando: “Ele está muito desapontado e triste. Não foi sua intenção. Não podemos fazer nada para mudar esse sentimento.” Os EUA agora enfrentarão a Bélgica sem sua principal ameaça ofensiva, um desafio significativo decorrente de uma decisão que muitos acreditam ter sido injusta.
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