Manny Pacquiao perdeu as presidenciais filipinas para Ferdinand Marcos Jr. em 2022. Na terça-feira, quatro anos depois, prestou juramento perante o mesmo homem no Palácio de Malacañan, desta vez como o novo responsável do país pelo combate à pobreza.
Pacquiao, de 47 anos, tomou posse como principal coordenador da Comissão Nacional de Combate à Pobreza (NAPC), um cargo com estatuto ministerial. A primeira-dama Liza Araneta-Marcos e o Secretário do Gabinete Benhur Abalos estiveram entre os presentes na cerimónia no palácio.
Sucede a Lope Santos III, que liderava a comissão desde 2023. Malacañang deu conta de que Marcos manifestou confiança em que Pacquiao irá reforçar a aposta do governo no combate à pobreza, fazer avançar reformas sociais e aproximar programas e serviços das comunidades em todo o país.
A política antes da biografia no boxe
Os cargos públicos não são terreno novo para Pacquiao. Foi congressista por Sarangani entre 2010 e 2016 e depois senador entre 2016 e 2022, antes de avançar com a candidatura à presidência.
Leia também: Dois meses sem clube, e agora?
Essa campanha de 2022 terminou com ele a ficar em terceiro lugar nas presidenciais, com cerca de 3,66 milhões de votos. Uma tentativa em 2025 de regressar ao Senado sob a coligação Alyansa para sa Bagong Pilipinas, de Marcos, também ficou aquém, com Pacquiao a terminar no 18.º lugar e fora da lista dos eleitos, apesar dos mais de 10,3 milhões de votos.
Oito categorias de peso, doze títulos mundiais
O seu perfil público assenta numa carreira no boxe com poucos paralelos. Pacquiao é o único pugilista a ter conquistado títulos mundiais em oito categorias de peso diferentes, com doze títulos mundiais de relevo no total, e foi introduzido no International Boxing Hall of Fame em 2025.
O seu caminho até ao desporto foi moldado pelas dificuldades. A cobertura da cerimónia de terça-feira remeteu para o próprio relato de Pacquiao sobre ter crescido na pobreza, dormido ao relento à beira da estrada, passado fome e amealhado moedas para ajudar a família.
A NAPC passa a depender diretamente de Marcos
A Comissão Nacional de Combate à Pobreza foi criada ao abrigo da Lei da República n.º 8425 para coordenar o trabalho de redução da pobreza e de reforma social entre o governo central e as autarquias, e para manter os setores marginalizados envolvidos na definição das políticas.
Leia também: Rainha das reviravoltas: Zheng elimina Iga Swiatek do US Open a perder por 5-0, outra vez
Marcos assinou recentemente a Ordem Executiva n.º 123, que transfere a tutela da NAPC e da Comissão Presidencial para os Pobres Urbanos do Departamento da Segurança Social e Desenvolvimento para a Presidência, onde o próprio presidente exerce as funções de presidente da comissão.



