Hossam Hassan substituiu Mohamed Salah à passagem da hora de jogo no empate 0-0 do Egito com Angola, no jogo de abertura da qualificação para a CAN 2027, na passada sexta-feira. Um dia depois, o capitão abandonou o estágio da seleção. Em 48 horas, o Al Ahly divulgou um comunicado a classificar de “irresponsáveis” as declarações do selecionador sobre o seu guarda-redes.
O Al Ahly parte para o ataque
Na conferência de imprensa de antevisão, Hassan recorreu a um episódio da carreira do guarda-redes Mohamed El Shenawy para ilustrar o seu trabalho com o plantel.
“El Shenawy estava acabado no seu clube a certa altura e jogou connosco na seleção nacional”, afirmou Hassan.
O Al Ahly, clube de El Shenawy e a instituição mais poderosa do futebol egípcio, classificou as declarações de “irresponsáveis” e garantiu que não aceitaria um ataque ao “valor técnico ou moral” dos seus jogadores. O antigo avançado egípcio Mido juntou-se ao coro, acusando Hassan de narcisismo.
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O comentador egípcio Amr Adib, citado pelo The National, disse que Hassan tinha passado de “herói nacional a problema nacional” em 48 horas.
Hassan tenta desanuviar
À chegada a Juba, na segunda-feira, Hassan disse que os seus comentários sobre El Shenawy tinham sido mal interpretados e garantiu que o guarda-redes estava entre os jogadores “leais à seleção nacional”.
Quanto ao capitão, invocou o relvado sintético do Estádio Nacional de Juba.
“Decidimos poupar Salah por causa do relvado sintético. Ele tinha falado do assunto comigo antes do jogo com Angola e ficámos de acordo”, disse Hassan aos jornalistas.
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“É um jogador importante e influente, um dos pilares fundamentais da equipa, um grande jogador e um elemento vital do grupo, além de ser um dos melhores jogadores do mundo.”
A comunicação social egípcia rejeita a explicação do relvado
O chefe da delegação, Ibrahim Hassan, irmão do selecionador, deu o mesmo relato: “Salah pediu autorização mais cedo por causa do relvado sintético.”
O avançado também tinha falhado uma qualificação frente à Mauritânia em relvado sintético em outubro de 2024, depois de o departamento médico do Liverpool ter levantado preocupações sobre as costas e o joelho.
Nem todos no Egito aceitaram a explicação. O jornalista Ahmed Abdel Baset, citado pelo Goal.com, relatou que Salah abandonou o estágio discretamente, num contexto de tensão no balneário e das repercussões das declarações de Hassan na conferência de imprensa.
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A federação mantém-se firme
Publicamente, a Federação Egípcia de Futebol tem mantido o selecionador afastado da polémica. O contrato de Hassan foi renovado até ao Mundial de 2030, depois de o Egito ter chegado aos oitavos de final do Mundial de 2026, e a federação tem desde então apresentado a renovação como proteção do seu “projeto técnico” de longo prazo.
O Egito defronta o Sudão do Sul em Juba, na terça-feira. Salah não estará em campo.
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