Rússia busca sediar grande evento aquático
A Federação Russa de Esportes Aquáticos propôs Yekaterinburg e São Petersburgo como possíveis cidades-sede para o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos em 2031 ou 2033.
A proposta surge após sinais de que a World Aquatics pode estar disposta a discutir o retorno de um grande evento aquático internacional à Rússia, depois que as sanções contra atletas russos e bielorrussos foram levantadas, de acordo com um relatório da TASS.
Dmitry Mazepin, chefe da Federação Russa de Esportes Aquáticos, afirmou que o órgão regulador recebeu indicações de que a World Aquatics estava preparada para considerar a Rússia como futura sede.
“Também recebemos propostas da World Aquatics sobre sua prontidão para considerar a opção de sediar o Campeonato Mundial em 2031 ou em 2033, e eles estão abertos para discussões”, disse Mazepin.
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Kazan não deve ser escolhida novamente
Kazan, que sediou o evento em 2015, não deve ser a opção preferencial para outro campeonato.
Mazepin afirmou que a World Aquatics não estava interessada em retornar o torneio para a mesma cidade.
“A World Aquatics não está satisfeita em realizar o Campeonato Mundial em Kazan novamente. Aquela cidade já sediou a Copa do Mundo em 2015”, disse ele.
Isso desviou a atenção para outras cidades russas com capacidade para sediar uma competição dessa escala.
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Yekaterinburg e São Petersburgo propostas
Mazepin disse que Yekaterinburg e São Petersburgo eram atualmente as candidatas mais fortes devido à sua infraestrutura existente.
“Se estamos realmente discutindo esta questão hoje, propomos as cidades de Yekaterinburg e São Petersburgo”, disse ele. “Outras cidades do país não são atualmente capazes de oferecer a infraestrutura adequada para tais competições.”
O Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos está entre os maiores eventos de natação, saltos ornamentais, polo aquático e outras disciplinas aquáticas internacionais, exigindo amplos locais, acomodação e capacidade de transporte.
Rússia busca retorno ao esporte internacional
A proposta surge após vários anos em que atletas russos e bielorrussos enfrentaram restrições em todo o esporte internacional.
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Em março de 2022, a World Aquatics, então conhecida como FINA, proibiu atletas de ambos os países de participar de futuras competições internacionais de natação. A medida seguiu sanções esportivas mais amplas impostas após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Em 2023, o Comitê Olímpico Internacional recomendou que atletas individuais da Rússia e Bielorrússia pudessem retornar às competições internacionais sob condições rigorosas, incluindo status neutro e nenhum apoio ativo à guerra da Rússia na Ucrânia. Eventos por equipes permaneceram restritos.
Sanções levantadas antes de possível candidatura
A World Aquatics mudou de rumo em 13 de abril de 2026, quando levantou as sanções restantes contra a Rússia e a Bielorrússia.
A decisão permite que atletas seniores de ambos os países compitam sob suas bandeiras nacionais, com seus uniformes e hinos nacionais.
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“Atletas seniores com nacionalidade esportiva bielorrussa ou russa terão permissão para competir em eventos da World Aquatics da mesma forma que seus colegas que representam outras nacionalidades esportivas, com seus respectivos uniformes, bandeiras e hinos”, afirmou a World Aquatics.
A mudança de política abriu as portas para a Rússia não apenas retornar às competições, mas também buscar o direito de sediar um grande campeonato novamente.
Fontes: tass.com
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