Julian Alaphilippe

“A era de Julian acabou”: Pesadelo do ícone francês no Tour gera alarme

O ícone francês Julian Alaphilippe enfrenta um Tour de France miserável, levando ex-ciclistas a declarar o fim da sua era.

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Julian Alaphilippe já transformou o Tour de France em seu palco pessoal. Em 2019, o carismático francês vestiu a camisa amarela por 14 dias, venceu duas etapas e levou um desafio inesperado pela vitória geral montanha adentro.

Sete anos depois, o cenário dificilmente poderia ser mais diferente. Aos 34 anos, Alaphilippe está a passar por um Tour miserável, terminando repetidamente nas últimas posições e a lutar em terrenos que outrora se adequariam ao seu estilo explosivo.

O declínio provocou reações emocionais em França, incluindo um veredito brutal do ex-ciclista e diretor de equipa Jérôme Pineau: a era Alaphilippe acabou.

De herói da camisa amarela ao último lugar

As dificuldades de Alaphilippe foram expostas na etapa 11, de Vichy a Nevers.

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Ele se juntou a uma fuga de quatro homens após 13 quilómetros e passou quase 100 quilómetros na frente. No entanto, foi deixado para trás na Côte de Billy-Chevannes, de quarta categoria, alcançado pelo pelotão e depois novamente distanciado.

De acordo com o relatório de Dani Ostanek para o Cyclingnews, Alaphilippe terminou em 174º e último lugar, sete minutos e 36 segundos atrás de Søren Wærenskjold.

O resultado foi particularmente notável porque a etapa 11 não era uma etapa de montanha. Wærenskjold venceu com uma velocidade média de 50,9 km/h, tornando-a a etapa de estrada mais rápida da história do Tour, mas a incapacidade de Alaphilippe de permanecer na fuga numa subida modesta ainda causou alarme.

As suas dificuldades continuaram na etapa 13, onde terminou em 124º lugar. No entanto, os seus comentários sobre sentir-se inicialmente forte antes de sofrer com o calor foram feitos após a etapa 11 — e não a etapa 13, como por vezes foi noticiado.

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“Senti-me bem no início, depois começou a ficar quente”, disse Alaphilippe. “Imediatamente tive as mesmas sensações dos últimos dias, ou seja, nada de particularmente bom.”

Ex-ciclistas dão veredito sombrio

A imagem de Alaphilippe a esforçar-se nas últimas posições tem sido difícil para os ex-profissionais franceses que o recordam a atacar nas maiores corridas do desporto.

Conforme citado no artigo de Kieran Wood para o CyclingUpToDate, Jérôme Coppel disse à RMC: “Não o reconheci. Ele perdeu a alegria de viver. Percebe-se que mentalmente, as coisas não estão bem.”

Essa continua a ser a impressão pessoal de Coppel, e não uma avaliação médica da saúde mental de Alaphilippe.

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Pineau foi ainda mais severo.

“Há claramente algo errado”, disse ele. “Ele está a arrastar-se. Está lá porque tem um nome, porque é uma marca. Mas, infelizmente, pode-se dizer que a era de Julian acabou.”

Pineau descreveu a situação como “o fim de um fenómeno” e sugeriu que Alaphilippe deve agora tomar decisões cuidadosas sobre os últimos anos da sua carreira.

Tudor recusa-se a descartá-lo

A equipa de Alaphilippe ofereceu uma explicação mais ponderada.

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O diretor desportivo da Tudor, Addy Engels, disse que o francês não estava doente e continuava a abordar a corrida com a atitude correta. O problema, explicou Engels, era simplesmente que as suas pernas não estavam a responder como esperado.

“É como se ele só tivesse uma ou duas ‘balas’ para disparar”, disse Engels. “Depois as pernas falham, e ele é forçado a abrandar.”

Essa avaliação também desafia a sugestão de que Alaphilippe se desligou mentalmente. A Tudor permanece incerta sobre a razão da sua má forma, mas Engels não abandonou a esperança de uma melhoria súbita.

“Enquanto não soubermos o que lhe está a acontecer, a magia ainda pode acontecer”, disse ele.

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Um campeão sem nada a provar

A forma atual de Alaphilippe não deve obscurecer uma carreira excecional.

O perfil do ciclista no ProCyclingStats atribui-lhe 45 vitórias profissionais, incluindo seis etapas do Tour de France, Milão-Sanremo, três edições da La Flèche Wallonne e títulos mundiais de estrada consecutivos em 2020 e 2021.

Ele também venceu o Grand Prix Cycliste de Québec em setembro de 2025, demonstrando que ainda era capaz de derrotar um pelotão de elite menos de um ano antes das suas atuais dificuldades no Tour.

Alaphilippe permanece sob contrato com a Tudor até 2027 e não deu qualquer indicação de que a reforma seja iminente. Pineau pode acreditar que a era do francês terminou, mas essa conclusão continua a ser uma opinião e não uma decisão confirmada sobre o seu futuro.

O que é inegável é que o ciclista que outrora eletrizou o Tour está atualmente muito longe do seu melhor — e que vê-lo lutar se tornou uma das histórias mais tristes da corrida.

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