A sexta Copa do Mundo de Lionel Messi terminou em lágrimas, e não em triunfo. A vitória da Espanha sobre a Argentina negou-lhe um segundo título consecutivo e levou o analista de futebol dinamarquês Morten Bruun a declarar que uma era extraordinária está finalmente a chegar ao seu fim.
Bruun vê a derrota como uma abdicação simbólica após mais de duas décadas no mais alto nível. No entanto, embora o futuro internacional de Messi permaneça incerto, nenhuma reforma foi confirmada.
Do debate Maradona à brutal desilusão
Apenas dias antes da final, Bruun acreditava que outro triunfo na Copa do Mundo poderia resolver o debate persistente da Argentina sobre Messi e Diego Maradona.
Conforme citado no relatório de Aksel Kryhlmand para a Lente Desportiva, Bruun afirmou: “Durante anos, os argentinos referiram-se a tudo o que Diego Maradona fez pela Argentina. Mas, neste momento, Lionel Messi está prestes a superar Maradona. Imaginem se a Argentina vencer a Copa do Mundo novamente.”
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Em vez disso, a final trouxe uma reviravolta dramática. Bruun agora acredita que a influência que levou a Argentina através de tantos momentos decisivos esgotou-se.
A sua descrição da atual seleção argentina como relativamente comum é uma avaliação pessoal, e não um facto estabelecido. A equipa de Lionel Scaloni chegou como campeã em título e alcançou uma segunda final consecutiva da Copa do Mundo, embora os oito golos de Messi tenham sido centrais para essa campanha.
Espanha silenciou Messi numa final unilateral
De acordo com o relatório oficial da partida da FIFA, a Espanha venceu por 1–0 após o prolongamento, com um golo de Ferran Torres aos 106 minutos.
O relato da ESPN sobre a final registou uma vantagem de 20–2 em remates para a Espanha, com a Argentina a não conseguir um único remate à baliza. A expulsão tardia de Enzo Fernández deixou os campeões em título com dez homens antes de Torres marcar o golo da vitória.
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Bruun caracterizou o desempenho e a conduta da Argentina como uma conclusão feia para a história de Messi na Copa do Mundo. As estatísticas apoiam a avaliação de que a Espanha dominou a partida, embora descrever a final como “vergonhosa” continue a ser uma questão de opinião.
Alegação sobre Cucurella exige qualificação
Messi também foi criticado por um incidente envolvendo Marc Cucurella após a expulsão de Fernández.
Conforme descrito por Hendrik Deck no Bild, Messi pareceu indicar que Cucurella havia coberto a boca enquanto falava durante o confronto. Tal gesto poderia atrair atenção sob protocolos reforçados relativos a possíveis comentários discriminatórios.
No entanto, o relatório reconheceu que não estava claro se Cucurella realmente havia coberto a boca. Ele não foi expulso nem sancionado, o que significa que as alegações de que Messi tentou deliberadamente que ele fosse expulso devem ser tratadas como interpretação, e não como facto confirmado.
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Nenhum anúncio de reforma de Messi
De acordo com o relatório de Jaclyn Hendricks para a People, Messi escreveu numa declaração traduzida: “A dor é imensa, e levará tempo para esta ferida sarar. Mas também me agarro a tudo o que foi bom…”
Ele agradeceu aos adeptos da Argentina, elogiou os seus companheiros de equipa e felicitou a Espanha, mas não fez nenhum anúncio sobre a sua reforma do futebol internacional.
Bruun espera que Messi faça uma última aparição em Buenos Aires, dando aos adeptos argentinos a oportunidade de se despedirem. Por enquanto, no entanto, nenhum jogo de despedida foi confirmado.
Um legado para além da derrota na final
A longevidade de Messi permanece quase sem precedentes. O registo reconhecido da carreira de Pelé no Brasil lista 92 aparições e mostra que ele jogou o seu último jogo internacional aos 30 anos. O arquivo RSSSF da carreira de Maradona na Argentina regista 91 aparições, a última quando ele tinha 33 anos.
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Messi superou o total combinado deles e continuou a representar a Argentina aos 39 anos. Ele venceu a Copa do Mundo na sua quinta tentativa em 2022 antes de regressar para um sexto torneio quatro anos depois.
Os seus oito prémios Ballon d’Or também permanecem um recorde, três à frente dos cinco de Cristiano Ronaldo, conforme confirmado pela comparação da beIN Sports entre os dois jogadores.
Se a derrota para a Espanha será a última aparição internacional de Messi permanece desconhecido. Bruun pode ver uma abdicação, mas até que Messi tome a sua decisão, a cortina não caiu oficialmente.
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