A despedida de Lionel Messi da Argentina não começou na segunda-feira. Começou a 21 de julho, dois dias depois de a Argentina ter sido derrotada por 1-0 pela Espanha na final do Mundial no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jérsia.
Essa data não consta no corpo da carta que publicou no Instagram. Encontra-se numa breve nota acrescentada no final, no dia da publicação.
«Escrevi estas palavras a 21 de julho, dois dias depois da final. Hoje, depois do que aconteceu com o meu pai, estou mais convicto do que antes», escreveu Messi no parágrafo final, segundo o Infobae.
Jorge Messi, pai e histórico agente de Lionel, morreu numa clínica em Rosário a 8 de agosto aos 68 anos, após uma longa doença. A sua morte ocorreu quase exatamente a meio das seis semanas entre a escrita e o envio da carta.
As palavras da carta
A carta que antecede a nota é curta.
«Foi uma decisão que doeu, e ainda dói fundo na alma, mas compreendo que é o momento», escreveu Messi, na versão difundida pela NBC News.
Acrescentou que tinha «dado tudo», que já «não tinha mais nada para dar», e que «há jovens jogadores verdadeiramente grandes a surgir que merecem o seu lugar».
«Saio com a tranquilidade e o orgulho de vos ter dado, juntamente com os meus companheiros, momentos com que apenas tínhamos sonhado», escreveu nas linhas finais.
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«Amo, amei e amarei sempre estar com a seleção», escreveu noutro ponto da mesma carta.
A carreira internacional de Messi estende-se por 20 anos e seis Mundiais. Venceu-o com a Argentina no Qatar em 2022. Quatro anos depois, numa final disputada em solo norte-americano, perdeu-o.
A derrota de 19 de julho no MetLife
A Argentina foi derrotada por 1-0 pela Espanha a 19 de julho. Ferran Torres marcou aos 106 minutos do prolongamento com um remate de pé esquerdo a oito jardas.
Enzo Fernández foi expulso nos descontos da segunda parte por segundo cartão amarelo, deixando a Argentina com dez jogadores no prolongamento. Emiliano Martínez fez 11 defesas, um novo recorde numa final do Mundial. A Argentina conseguiu dois remates em todo o jogo, nenhum enquadrado, e o próprio Messi raramente tocou na bola.
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Dois dias depois escreveu a sua carta e não a enviou.
Milei chama a Messi «homem impossível»
O Presidente argentino Javier Milei publicou uma breve homenagem no Instagram depois de o anúncio da retirada ter sido divulgado.
«Muchas gracias HOMBRE IMPOSIBLE…!!!», escreveu Milei, segundo uma notícia do The Tribune, uma frase que se traduz como muito obrigado, homem impossível.
Messi continua a jogar pelo Inter Miami na Major League Soccer.
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