O golo da vitória do Manchester City no dérbi não devia ter sido validado. Este é o veredicto do próprio organismo dos árbitros do futebol inglês, o Pro Ref, que quebrou o silêncio no domingo à noite e comunicou ao Manchester United que a revisão do VAR que permitiu validar o golo de Erling Haaland tinha sido “um erro de avaliação”.
O golo surgiu aos 60 minutos em Old Trafford, na sequência de um cruzamento de Josko Gvardiol que sofreu um desvio até Haaland, e foi apontado por um City reduzido a 10 desde os 23 minutos. Em campo, foi assinalado fora de jogo. Após uma longa revisão, o oficial do VAR Matt Donohue reverteu a marcação e validou o golo, considerando que o médio do City Enzo Fernandez, em posição irregular, não tinha tocado na bola.
O Pro Ref, organismo anteriormente conhecido como PGMOL, discordou do seu próprio oficial. Num comunicado emitido na mesma noite, afirmou que o VAR “não reconheceu o provável impacto” da posição de Fernandez e “deveria ter recomendado uma revisão no terreno de jogo”, acrescentando que “foi estabelecido contacto com o Manchester United esta noite para reconhecer aquilo que consideramos ser um erro de avaliação”.
“Qualquer pessoa que já jogou percebe”
Wayne Rooney não esperou por essa admissão. No Match of the Day da BBC, na mesma noite, o antigo capitão do Manchester United arrasou a decisão.
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“Estou mesmo farto deste VAR. Acho que é horrendo”, afirmou Rooney.
“Qualquer pessoa que já tenha jogado, a qualquer nível, percebe isso e sabe que ele está em posição de fora de jogo. Errar assim de forma tão evidente é simplesmente desconcertante.”
Rooney defendeu ainda que a tecnologia esvaziou o desporto do seu ambiente, afirmando que o VAR retira “toda a emoção do jogo, a energia com que o jogo é disputado”.
Em inferioridade numérica durante mais de uma hora
O resultado doeu a dobrar ao United. Phil Foden já tinha sido expulso aos 23 minutos por um pontapé em Bruno Fernandes, depois de ter sofrido uma falta do médio do United, com o árbitro Michael Oliver a mostrar diretamente o vermelho, sem revisão do VAR ao lance de Fernandes. O City jogou depois mais de 70 minutos em inferioridade numérica e ainda assim levou os três pontos.
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O treinador Michael Carrick, que tem contrato com o United até 2028, classificou a arbitragem de “preocupante” na conferência de imprensa após o jogo, referindo que vários oficiais tinham validado o mesmo erro.
O defesa Lisandro Martinez foi mais direto.
“Cinco ou seis pessoas a cometerem este tipo de erro na Premier League é inaceitável”, disse à Sky Sports.
O Pro Ref confirmou que vai ser realizada uma análise ao incidente.
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