A decisão foi conhecida na tarde de sexta-feira, quando a comissão independente considerou o City culpado de 114 das 115 acusações apresentadas pela Premier League em fevereiro de 2023. As acusações dizem respeito a alegadas infrações entre as épocas 2009-10 e 2017-18: relato financeiro, patrocínios e transações com partes relacionadas, remuneração de treinador e jogadores, e cooperação com a investigação.
Não foi anunciada qualquer sanção. A Premier League ainda não publicou a decisão formalmente.
A resposta do City repetiu a posição que o clube mantém há dois anos e meio.
«O processo da Premier League continua em curso, com elementos significativos por concluir, e sujeito a estrita confidencialidade», afirmou um porta-voz do clube, acrescentando que a posição do clube se mantém consistente com o comunicado de fevereiro de 2023.
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Ausente da resposta estava a voz que, em tempos, mais falou sobre o caso.
O treinador que não está lá
Pep Guardiola deixou o Manchester City no final da época 2025-26, fechando quase uma década no comando com uma dobradinha da Taça da Liga (Carabao Cup) e da Taça de Inglaterra (FA Cup). O seu sucessor, Enzo Maresca, foi nomeado a 29 de junho de 2026, num contrato de três anos.
Isso significa que o veredicto de sexta-feira, e qualquer castigo que se lhe siga, cabe a Maresca gerir. Ainda assim, as palavras mais citadas do dia continuaram a ser de Guardiola. Só que tinham anos.
A promessa de despromoção de 2024
Na antevisão de um jogo em casa com o Tottenham em novembro de 2024, e depois de acabar de assinar uma renovação de contrato, Guardiola foi questionado sobre o que faria se o City fosse despromovido em consequência das acusações.
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«Disse há seis meses, quando todos os clubes nos acusaram de fazer algo de errado, o que aconteceria se fôssemos despromovidos: eu ficaria aqui.»
Reforçou a ideia, dizendo que acompanharia o clube até à divisão a que fosse preciso descer e trataria de o fazer subir de novo. Perguntado se voltaria para a conferência de imprensa quando saísse o veredicto final, foi seco.
«Se me encontrarem, sim, mas isso vai ser difícil.»
Guardiola não foi encontrado. Não comentou publicamente a decisão de sexta-feira.
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«Já estamos a ser condenados»
A outra frase de Guardiola que voltou à tona esta semana era ainda mais antiga, dos dias seguintes à apresentação das acusações em fevereiro de 2023.
«O meu primeiro pensamento é que já estamos a ser condenados. Foi o mesmo com a UEFA, já estávamos condenados. O clube provou que estávamos completamente inocentes.»
A frase é anterior à decisão da comissão independente em mais de três anos. Não é uma reação ao veredicto de sexta-feira, e o porta-voz do City deixou claro que a posição do clube se mantém a mesma de fevereiro de 2023.
Prazo de recurso termina a 9 de outubro
O City tem 14 dias a contar da decisão para interpor recurso. Se o fizer, será constituída uma nova comissão de três pessoas por Murray Rosen KC, presidente do painel judicial da Premier League, e a sua decisão será definitiva. Não há a partir daí qualquer via para o Tribunal Arbitral do Desporto.
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As sanções previstas no regulamento da Premier League vão desde uma multa a uma dedução de pontos ou à expulsão da competição, mas nenhuma pode ser aplicada até estar encerrado o processo de recurso.
O prazo de 14 dias para recorrer termina a 9 de outubro, altura em que ou o caso avança para uma nova comissão ou a decisão se mantém e começa a fase da sanção.
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