O sinal revelador, para Jesse Marsch, foi o valor pago por Haaland.
«Quando disseram que tinham ido buscar o Erling Haaland por 52 milhões de libras, a reação é: ‘Sim, OK, claro!’», disse ao The Guardian o antigo treinador do Leeds United. «Portanto, sabia que havia inconsistências naquilo, mas o que é que se pode fazer? Põem-se os braços no ar e diz-se: ‘Isto é o futebol.’»
Marsch, agora selecionador do Canadá, falava depois de uma comissão independente ter considerado o Manchester City culpado de quase todas as 115 acusações da Premier League, relativas a contratos de patrocínio fictícios e receitas inflacionadas entre 2009 e 2018. O veredicto, confirmado pela Premier League na terça-feira, 29 de setembro, concluiu que o clube violou sistematicamente as regras da competição durante quase uma década.
O que Marsch quer da fase das sanções é a opção mais dura em cima da mesa.
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«Acho que o Man City deve ser punido com severidade. Acho que devem descer de divisão e, já agora, toda a gente sabia. Toda a gente sabia.»
O verão no Leeds que não batia certo
A desconfiança, segundo Marsch, remonta ao verão de 2022, o seu único mercado de transferências completo no Leeds. O clube vendeu Kalvin Phillips ao Manchester City por 45 milhões de libras e Raphinha ao Barcelona, e fez saber ao mercado que o verão tinha sido lucrativo. O City garantiu ter feito o mesmo.
«Naquele verão, nós e o Man City fomos as únicas equipas que disseram ter feito dinheiro», afirmou Marsch. «Nós fizemos mesmo dinheiro, porque vendemos o Raphinha, vendemos o Kalvin Phillips. Na altura, não estávamos em condições financeiras para não poupar. Os nossos donos não tinham carteiras recheadas. Mas, quando o Man City diz isto, a minha reação foi literalmente: ‘Estão a gozar comigo? Isto é alguma piada?’»
Os alegados 52 milhões de libras pagos pelo Haaland ao Borussia Dortmund nesse mesmo mercado pareceram-lhe pouco plausíveis.
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Maguire antevê uma dedução de 50 a 60 pontos
A exigência de Marsch é a opinião dele, não uma sanção aplicada pela comissão. A audiência de sanção decorre em separado e à porta fechada, e o Manchester City declarou estar «desapontado e surpreendido» com o veredicto, insiste estar «inocente das acusações» e será «implacável» na interposição de recursos.
O analista de finanças do futebol Kieran Maguire traçou o cenário possível para a sanção. Apontando às deduções de pontos já aplicadas ao Nottingham Forest, Everton e Leicester City por violações das regras de rentabilidade e sustentabilidade da liga, disse ao TEAMtalk que a sua melhor leitura era uma dedução «algures na ordem dos talvez 50 a 60 pontos», além de uma multa substancial e cerca de 50 a 60 milhões de libras em custos legais.
«Se forem mais de 70 pontos, ficam efetivamente despromovidos», disse Maguire.
O Manchester City disse que vai recorrer e ainda não foi marcada data para a audiência.
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