O sérvio está em 32-0 em Pequim, um percurso perfeito ao longo de seis títulos. Prolongou-o no domingo com uma reviravolta por 4-6, 6-4, 6-4 frente ao cabeça de série número um Alexander Zverev, num quarto de final que durou duas horas e 34 minutos e que Djokovic classificou como um dos dois melhores que disputou em toda a época.
Daniil Medvedev é o próximo, na segunda-feira às 19h00 locais, no Court 1 do National Tennis Center. O russo venceu Francisco Cerundolo por 7-6(4), 6-3 para marcar o encontro, e chegou a Pequim depois de ter conquistado um título na semana anterior.
«Um dos dois melhores encontros»
Djokovic precisou dos três sets para afastar Zverev, um jogador que só tinha batido uma vez nos últimos quatro confrontos entre ambos. Duas duplas faltas logo no início e uma noite fria custaram-lhe o primeiro set.
«Este é provavelmente um dos dois melhores encontros que disputei este ano, a par daquele frente a [Jannik] Sinner», disse Djokovic aos jornalistas no final.
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«Como é evidente, estou muito satisfeito por vencer provavelmente o melhor jogador do mundo neste momento.»
Aos 39 anos, lidera o confronto direto com Medvedev por 10-5, mas o russo tem sido o melhor jogador em pisos rápidos nas últimas semanas e sente-se à vontade nas condições chinesas.
«Mais um adversário extremamente difícil, que vem em grande forma», afirmou Djokovic sobre o duelo das meias-finais.
Seis títulos e nenhuma derrota
A série de 32 encontros está bem acima de tudo o que o circuito masculino viu na era moderna numa única prova ATP. Djokovic vem a Pequim desde 2009 e venceu todas as finais a que chegou, um percurso interrompido apenas pelos anos em que não participou no torneio.
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Annabel Croft, antiga número 1 britânica a trabalhar como analista no quarto de final de domingo, resumiu a sensação no estádio: «Por que motivo havíamos de duvidar de Novak Djokovic, mesmo aos 39 anos? Djokovic encontrou as respostas.»
Duas vitórias nas próximas 48 horas levariam a série aos 34 encontros e trariam um sétimo título em Pequim. A outra meia-final opõe Alex de Minaur a Hubert Hurkacz, com a final agendada para terça-feira.
Alcaraz ocupado em Tóquio
O número 1 do mundo não está no quadro de Pequim. Carlos Alcaraz defende o título do Japan Open em Tóquio e chegou à final na segunda-feira com uma vitória por 5-7, 6-3, 6-1 sobre Jaume Munar, ao vencer 12 dos últimos 16 jogos para contrariar um início lento.
A final de Alcaraz frente a Jiri Lehecka ou Valentin Vacherot está também marcada para terça-feira, o que significa que os dois maiores nomes do ténis masculino vão disputar títulos no mesmo dia em dois extremos do circuito asiático.
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Djokovic terá primeiro de ultrapassar Medvedev.
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