Trevoh Chalobah tinha oito anos quando entrou na academia do Chelsea. Tinha 27 quando saiu, 151 jogos pela equipa principal e uma medalha de vencedor da Conference League depois.
«Estava lá desde os oito anos e queria ser uma lenda ali, mas, às vezes, a forma como planeamos as coisas não é como elas acabam por acontecer», disse ao The Athletic antes da sua primeira noite da Liga dos Campeões ao serviço do Como.
A venda foi concretizada a 9 de agosto: 25,7 milhões de libras à cabeça, mais até 5,1 milhões em variáveis, contrato de cinco anos.
«O Chelsea significa tudo para mim»
O cordão umbilical não foi cortado. Os jogos continuam a passar no seu ecrã, os grupos de conversa continuam a apitar.
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«O Chelsea significa tudo para mim. Continuo a ver os jogos e a manter o contacto com os jogadores e com o staff.»
Contestou a ideia de que a sua última época em Stamford Bridge tinha sido má.
«A equipa não alcançou o que queria alcançar na última época, mas acho que fiz uma das minhas melhores temporadas, com o maior número de jogos e alguns golos marcados.»
O pragmatismo que se seguiu é o que todos os formados na academia aprendem.
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«Enquanto futebolistas, temos de estar sempre prontos para nos adaptarmos. Podemos estar aqui num momento e, no seguinte, estarmos noutro lado qualquer.»
Fábregas abriu a porta de saída
Do outro lado da linha estava Cesc Fábregas, antigo médio do Chelsea e agora treinador do Como. Fábregas conduziu o Como ao quarto lugar da Serie A na última época, garantindo ao clube a primeira qualificação para a Liga dos Campeões e, para si próprio, o prémio de Treinador do Ano.
A proposta não soou a um retrocesso.
«O treinador contactou-me durante o verão e explicou-me o projeto e onde me via a jogar. Li sobre a ascensão do Como, sobre o entusiasmo que a equipa gera. Queria mesmo contar comigo e com a minha experiência. Isso soube-me bem e era altura de uma mudança.»
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Uma passagem por empréstimo pelo Lorient durante os anos de Chelsea fez com que uma segunda saída para o estrangeiro fosse menos assustadora do que poderia ter sido.
«Enquanto futebolista, é bom experimentar coisas diferentes e foi uma decisão fácil voltar a sair para o estrangeiro. O futebol é fantástico. O treinador que temos é excelente.»
Reencontro com Mount à beira do lago
O Como recebe o Manchester United no Stadio Giuseppe Sinigaglia esta noite, com apito inicial marcado para as 18h45 locais, na terceira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.
Mason Mount, colega de Chalobah na academia de Cobham antes de ambos se afirmarem na equipa principal do Chelsea, vai alinhar pelo United. Os dois têm estado em contacto nos dias que antecedem o jogo.
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«É um jogo enorme para nós. O United é um clube enorme. O nosso estádio é pequeno, mas tem muito ambiente. Fica mesmo à beira do lago; é lindo.»
O Como perdeu por 3-2 em casa do Feyenoord na segunda jornada, depois de uma vitória por 4-1 na primeira jornada frente ao RB Leipzig; o United chega a este jogo com uma série de seis partidas sem vencer em todas as competições.
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