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Com Lionel Messi na frente, novo vídeo à saída do balneário da Argentina após a derrota na final do Mundial chama a atenção

As imagens mostram os primeiros instantes após a derrota frente à Espanha e revelam um momento marcante, sem que seja preciso dizer uma única palavra.

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Saíram sem dizer uma palavra.

Mochilas às costas, sacos de equipamento na mão e as medalhas de prata já guardadas.

Os meios de comunicação argentinos que filmaram o corredor junto ao balneário da equipa visitante, no MetLife Stadium, descreveram uma seleção «praticamente sem palavras e destroçada por dentro», enquanto os jogadores caminhavam, um a um, em direção ao autocarro da equipa após a derrota por 1-0 frente à Espanha na final do Mundial.

Lionel Messi foi o primeiro a sair. Levantou brevemente a mão na direção das câmaras que o aguardavam, não disse uma única palavra e continuou a caminhar. A equipa técnica seguiu exatamente o mesmo ritual de silêncio.

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No balneário que acabavam de deixar, o ambiente não era muito diferente. «O capitão falou, eu falei com alguns jogadores. Havia pouco para dizer, sinceramente, a tristeza era enorme», disse Lionel Scaloni aos meios de comunicação argentinos.

Segundo o mesmo relato, a curta intervenção de Messi perante os colegas centrou-se no orgulho pelo percurso realizado e no agradecimento a um grupo que passou mais de 50 dias longe das respetivas famílias.

Messi e Yamal encontraram-se no relvado

Antes de seguir para o autocarro, Lamine Yamal atravessou o relvado para ir ao encontro de Messi, que permanecia sentado na relva após o apito final. Os dois abraçaram-se e trocaram algumas palavras.

«Disse-me para continuar a seguir o meu caminho e que o futuro pertence à nossa geração», contou Yamal à ESPN.

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«Essas palavras significam tanto para mim como a medalha de ouro que trago ao pescoço.»

Messi não conseguiu conter as lágrimas quando recebeu a medalha de finalista vencido. Questionado sobre o que sentia, respondeu:

«Estou triste. Foram melhores do que nós, para ser sincero.»

Yamal animou a festa em Cibeles

No dia seguinte, em Madrid, o autocarro panorâmico da seleção espanhola percorreu ruas repletas de adeptos até à Praça de Cibeles.

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Yamal pegou no microfone no piso superior do autocarro e cantou Bad Bunny, enquanto os companheiros dançavam atrás dele. Ferran Torres, autor do golo decisivo aos 106 minutos, já depois de sair do banco, usava um boné vermelho com a inscrição «Make Spain Great Again».

Em Cibeles, o capitão Rodri fez questão de destacar Ferran Torres durante o discurso.

«Quero lembrar uma pessoa muito importante para mim, um jogador que foi injustamente criticado e que hoje faz parte da história do futebol espanhol: Ferran», disse aos adeptos.

Entretanto, a comitiva argentina já tinha deixado os Estados Unidos. Messi viajou para Rosário nos dias que se seguiram à final, antes de regressar ao Inter Miami.

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Nicolás Otamendi anunciou a retirada da seleção argentina ao fim de 17 anos. Já o guarda-redes Emiliano Martínez limitou-se a dizer que precisava de «ver se chegou a altura de dar um passo atrás».

Scaloni também foi muito breve quando falou sobre o próprio futuro:

«Vamos continuar a lutar até dezembro.»

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