A Federação Internacional de Esgrima (FIE) reverteu completamente suas sanções contra as equipes nacionais seniores da Rússia e de Belarus, permitindo que os atletas voltem a competir sob suas bandeiras e hinos nacionais. A decisão, finalizada durante uma reunião do Comitê Executivo, foi oficialmente anunciada pela FIE em 2 de junho.
Essa medida marca uma mudança significativa em relação às restrições anteriores, que viam esgrimistas de ambas as nações competindo sob uma designação “neutra” desde abril de 2023. O Campeonato Mundial de 2026, agendado para julho em Hong Kong, será o primeiro grande evento internacional onde esses competidores participarão sem o status “neutro”.
Cronologia das mudanças nas restrições
A suspensão original de esgrimistas russos e bielorrussos de competições internacionais por equipes foi imposta em março de 2022, após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia. Essa proibição inicial foi amplamente noticiada, inclusive pela Suspilne Sport na Ucrânia.
Com o tempo, a FIE gradualmente aliviou algumas dessas restrições. Em abril de 2023, a federação permitiu que os atletas retornassem ao circuito, mas apenas sob uma designação “neutra”, o que significava que não podiam representar oficialmente seus países. Um alívio adicional ocorreu em maio de 2025, quando a FIE suspendeu completamente as sanções especificamente para as equipes juniores da Rússia e de Belarus, permitindo-lhes competir sem restrições.
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Decisão da FIE vai além da recomendação do COI
A mais recente decisão da FIE de suspender todas as sanções para as equipes seniores russa e bielorrussa se destaca, especialmente em comparação com as recentes recomendações do Comitê Olímpico Internacional (COI). Em maio de 2026, o COI havia sugerido que as federações esportivas suspendessem as sanções especificamente contra atletas bielorrussos, mantendo a suspensão para os russos.
Ao estender a suspensão total das sanções para as equipes seniores de ambas as nações, a FIE foi além da orientação do COI. A federação citou os princípios da Carta Olímpica como base para sua decisão abrangente em relação aos atletas da Rússia e de Belarus.
Fontes: fie.org
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