Fernando Alonso admitiu que os atuais regulamentos técnicos da Fórmula 1 poderiam persuadi-lo a reformar-se no final da temporada de 2026.
O piloto de 44 anos está a considerar se estende a sua carreira até 2027, mas insiste que a difícil campanha da Aston Martin não será o fator decisivo.
Em vez disso, a decisão de Alonso dependerá em grande parte se as mudanças planeadas nas regras tornam os carros mais agradáveis de pilotar.
Os resultados da Aston Martin não o vão decidir
A Aston Martin somou apenas um ponto nas dez primeiras rondas da temporada, com Alonso a ser responsável por todo o total da equipa.
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A equipa ocupa o décimo lugar no Campeonato de Construtores, à frente apenas da Cadillac, apesar de ter entrado na nova era regulamentar com consideráveis expectativas após a chegada de Adrian Newey.
Uma grande atualização está programada para fazer a sua estreia no Grande Prémio da Hungria deste fim de semana. Quando questionado sobre o quanto o seu desempenho influenciaria o seu futuro, Alonso deu uma resposta imediata.
“Nada”, disse ele aos meios de comunicação, incluindo o jornalista da Motorsport Week, Jack Oliver Smith.
Alonso argumentou que os resultados atuais da Aston Martin não representam o potencial a longo prazo da organização.
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“Este não é o verdadeiro potencial da equipa. É muito maior do que o que vemos.”
A sua posição marca uma mudança em relação aos comentários feitos em 2025, quando Alonso sugeriu que a competitividade do carro da Aston Martin de 2026 desempenharia um papel importante na determinação da sua continuidade.
Novas regras mudaram a experiência de condução
A maior preocupação de Alonso é o efeito dos regulamentos de 2026 na forma como os carros de Fórmula 1 devem ser conduzidos.
As novas unidades de potência colocam muito mais ênfase na energia elétrica do que a geração anterior. Os pilotos têm sido, consequentemente, obrigados a gerir, recuperar e utilizar a energia da bateria ao longo de uma volta, por vezes impedindo-os de conduzir no limite.
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Alonso sugeriu que a experiência em circuitos tradicionais ficou aquém do que ele deseja para as fases finais da sua carreira.
“Conduzir estes carros em lugares como Spa ou Silverstone na última corrida não é o que eu sonho para o meu futuro. Então, veremos”, disse ele, conforme citado pelo jornalista do SportBible, Ben McCrum.
Os seus comentários não chegam a confirmar que ele se vai reformar. No entanto, deixam claro que a qualidade da experiência de condução importará mais do que a posição da Aston Martin na classificação.
FIA já aprovou alterações
O órgão regulador da Fórmula 1 reconheceu as críticas em torno da gestão de energia sob os novos regulamentos.
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De acordo com o relatório oficial da Fórmula 1, o Conselho Mundial de Desporto Automóvel da FIA ratificou alterações para 2027 e 2028 que irão reequilibrar a contribuição do motor de combustão e do sistema de recuperação de energia.
As regras revistas ajustarão a potência de combustão, o fluxo de energia do combustível e a utilização elétrica, ao mesmo tempo que proporcionarão às equipas e aos pilotos maior flexibilidade na gestão de energia.
Se essas medidas serão suficientes para satisfazer Alonso poderá determinar se a campanha de 2026 se tornará a sua última temporada.
Decisão esperada durante a pausa de verão
O Grande Prémio da Hungria terá lugar de 24 a 26 de julho, antes de a Fórmula 1 iniciar a sua pausa de verão de quatro semanas.
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O novo pacote de chassis da Aston Martin será introduzido em Budapeste, enquanto uma unidade de potência Honda revista é esperada no Grande Prémio dos Países Baixos.
A temporada recomeça em Zandvoort de 21 a 23 de agosto, altura em que Alonso poderá ter chegado a uma decisão sobre se a sua extraordinária carreira na Fórmula 1 continuará em 2027.



