Yasin Ayari marcou aos 11 minutos. Bart Verbruggen fez sete defesas. Ao apito final, o Manchester City tinha perdido em casa frente ao Brighton pela primeira vez na sua história, e a classificação da Premier League ganhou uma nova história no topo.
A vitória do Brighton por 1-0 no Etihad, no sábado, coloca a equipa de Hurzeler no terceiro lugar com 19 pontos em nove jornadas, a dois do líder Manchester City, com a equipa de Enzo Maresca a sofrer a sua segunda derrota consecutiva no campeonato. A BBC Sport colocou entretanto a pergunta à volta da qual gira grande parte do futebol inglês: se o Brighton pode discutir seriamente o título com o City e o Arsenal.
O argumento dos números a favor do Brighton
Os números não são os de uma equipa-surpresa.
O Brighton venceu cinco dos seus últimos seis jogos na Premier League e manteve a baliza inviolada em todas as cinco vitórias. Em setembro, goleou os campeões em título por 3-0 em casa, com Pascal Gross, Charalampos Kostoulas e Chema Andres a porem fim ao arranque de 100 por cento do Arsenal na defesa do título.
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No final de outubro, apenas três equipas na história da Premier League tinham marcado mais golos do que o Brighton ao fim de sete jornadas: o Arsenal em 2009-10, o Manchester United em 2011-12 e o Manchester City em 2019-20. Esses golos vieram de 11 jogadores diferentes, o que significa que a equipa não vive dependente de um único avançado.
A inteligência contra o grande dinheiro
A diferença de recursos continua enorme. O onze inicial do Brighton no Etihad custou cerca de 160 milhões de libras. O do City rondou os 750 milhões de libras, com um meio-campo de três homens avaliado em cerca de 326 milhões de libras a ser batido por um Ayari contratado por 3,5 milhões. O modelo do Brighton, que vendeu Carlos Baleba ao Manchester United por 70 milhões de libras e reinvestiu através da contratação, continua a produzir resultados.
A contratação recorde do clube, Luka Vuskovic, por 50 milhões de libras vindo do Tottenham, assumiu o lugar numa defesa comandada pelo capitão Lewis Dunk, de 34 anos. As ausências de Kaoru Mitoma, Yankuba Minteh e Mats Wieffer não travaram a série.
O que ainda joga contra eles
O Arsenal e o Manchester City continuam, por boas razões, favoritos das casas de apostas. Mikel Arteta, que no início deste mês assinou um novo contrato até 2030 depois de ter posto fim ao jejum de 22 anos sem título do Arsenal na época passada, tem um plantel construído para defender o troféu. O City, pendente de recurso, ocupa o topo com o melhor marcador de sempre da Premier League ainda a envergar a sua camisola.
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O Brighton está também na Conference League, onde é o favorito das casas de apostas, e o calendário só vai carregar-se mais. Nove jogos não são uma época.
As palavras dos treinadores
Hurzeler mostrou-se, como é seu hábito, contido depois da vitória no Etihad.
«Tínhamos de estar unidos. É a defesa que nos ganha os jogos renhidos. Tínhamos uma mentalidade defensiva», afirmou.
Maresca foi direto quanto ao ponto em que o City está a perder pontos.
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«Criámos o suficiente para somar pontos, mas não marcámos. Estamos a sofrer golos ingénuos; isso podemos evitar», disse o italiano.
O próximo teste do Brighton na Premier League é no Amex, frente ao Brentford, no domingo, 8 de novembro.
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