A lista de grandes torneios que Donald Trump quer ver num campo público de Washington é longa: o US Open, o PGA Championship, a Ryder Cup, a Presidents Cup. Todos eles, diz, acolhidos num campo municipal da cidade.
Trump anunciou que o East Potomac Golf Links encerrará a 15 de novembro para uma remodelação que, prevê, demorará cerca de 15 meses. O campo redesenhado, afirmou em comunicado, «estará aberto ao Público e, ao mesmo tempo, concebido ao Mais Alto Nível do Golfe e capaz de acolher Torneios de Classe Mundial como o U.S. Open, o PGA Championship, a Ryder Cup e a Presidents Cup.»
A instalação atual, disse, está «velha, estragada, degradada e sem qualquer utilidade ou efeito futuros.» O Departamento do Interior contratou o arquiteto de campos Tom Fazio para liderar a remodelação.
430 árvores abatidas num fim de semana
A dimensão da intervenção foi o que levou o projeto a tribunal. Equipas do Serviço Nacional de Parques começaram a abater árvores no East Potomac na manhã de sábado, 10 de outubro, num fim de semana prolongado de três dias, depois de na tarde anterior terem anunciado planos para remover cerca de 500. Quando o tribunal interveio, já tinham caído 430, noticiou a NBC News. Em peças processuais posteriores, o Serviço de Parques fixou em 729 o número total de árvores previstas para abate no campo.
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A DC Preservation League e dois golfistas locais processaram a administração no início deste ano, alegando que a remodelação estava a ser imposta em terreno de parque federal sem a avaliação ambiental e histórica exigida por lei. Regressaram a tribunal na segunda-feira seguinte.
Reyes: «Fizeram absolutamente o pior»
Numa audiência de emergência que durou quase quatro horas, a 12 de outubro, a juíza do Tribunal Distrital Federal Ana Reyes não poupou o governo.
«O que aconteceu custou ao governo toda a sua credibilidade comigo neste caso», afirmou, de acordo com a CBS News.
Quando um advogado do Departamento de Justiça lhe disse que os responsáveis tinham feito o seu melhor, respondeu: «Não fizeram o vosso melhor. Fizeram absolutamente o pior.»
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No dia seguinte, emitiu uma providência cautelar que proíbe novos abates até 26 de outubro. O governo tem agora de dar um aviso escrito com três dias úteis de antecedência antes de quaisquer novas alterações irreversíveis ao campo.
Departamento de Justiça tenta afastar a juíza
Já na sexta-feira, o Departamento de Justiça apresentara um requerimento a pedir que Reyes se afastasse do caso. O documento classificou a sua conduta de «nada menos que escandalosa», segundo a Newsweek, acusando-a de menosprezar advogados do governo, questionar a sua inteligência e permitir que um preconceito contra a administração moldasse o processo.
Reyes recusou. Num parecer de 13 páginas, no domingo, 18 de outubro, indeferiu o pedido de recusa, reconhecendo que estivera «furiosa» e «para lá de desiludida» durante a audiência, mas concluindo que a indignação judicial perante o decorrer de um caso não cumpre o padrão legal exigido para o afastamento.
A suspensão do abate de árvores mantém-se em vigor até 26 de outubro. Está marcada uma nova audiência para segunda-feira, 19 de outubro, com a diretora interina do Serviço de Parques, Jessica Bowron, e um responsável do Departamento do Interior intimados a prestar depoimento.
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