De acordo com o The Independent, a Escócia encerrou uma ausência de 28 anos da Copa do Mundo, garantindo um lugar nas finais de 2026 na América do Norte sob o comando do técnico Steve Clarke. Esta qualificação marca o terceiro grande torneio de Clarke em apenas seis anos no comando, uma reviravolta notável para uma nação que passou duas décadas sem alcançar um palco global.
O momento decisivo ocorreu na noite de terça-feira, 18 de novembro, quando a Escócia superou a Dinamarca com uma emocionante vitória por 4 a 2 em um play-off. A partida teve uma enxurrada de gols espetaculares, incluindo um audacioso chute de 50 jardas de Kenny McLean. Lawrence Shankland, Scott McTominay (com um chute de bicicleta) e Kieran Tierney (um chute colocado de longa distância) também balançaram as redes, impulsionando o Exército Tartan para sua nona Copa do Mundo.
O impacto histórico de Clarke e um grupo desafiador
Steve Clarke está rapidamente construindo um forte argumento para ser considerado o técnico mais bem-sucedido da Escócia. Nenhum outro treinador guiou a seleção nacional a três grandes torneios, um testemunho de sua capacidade de reverter um longo período de declínio. A Associação Escocesa de Futebol (SFA) reconheceu suas conquistas, concedendo-lhe um novo contrato de quatro anos.
Apesar da euforia da qualificação, a Escócia enfrenta um desafio formidável na fase de grupos. Eles estão programados para enfrentar o perene candidato Brasil em Miami, um confronto que marcará o quinto encontro entre as duas nações. Seu grupo também inclui o semifinalista de 2022, Marrocos, configurando um caminho exigente para as fases eliminatórias. A melhor chance de progressão da Escócia pode residir na qualificação como um dos melhores terceiros colocados, com uma partida crucial contra o Haiti também no horizonte.
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Historicamente, a Escócia tem achado a Copa do Mundo um osso duro de roer. Suas oito aparições anteriores renderam apenas quatro vitórias:
- Zaire (1974)
- Holanda (1978)
- Nova Zelândia (1982)
- Suécia (1990)
Notavelmente, a vitória de 1978 contra a Holanda teve o memorável gol de Archie Gemmill, embora os holandeses tenham chegado à final. Em 1982, um chute potente de David Narey contra o Brasil não foi suficiente para evitar uma derrota por 4 a 1, levando à eliminação da Escócia no saldo de gols. Seu único ponto contra o Brasil veio de um empate em 1974, enquanto Marrocos aplicou uma derrota por 3 a 0 em 1998.
Encerrando uma sequência de três décadas sem vitórias
O objetivo imediato para o elenco de Clarke será encerrar uma frustrante sequência de 30 anos sem vitórias em grandes torneios. A última vitória da Escócia em um grande palco foi um triunfo por 1 a 0 sobre a Suíça na Euro 96, garantido por Ally McCoist. Suas recentes participações na Euro 2020 e 2024 os viram somar apenas um ponto em cada torneio, com Callum McGregor e Scott McTominay marcando seus únicos gols, respectivamente.
O elenco atual mescla experiência consolidada com talentos emergentes. O capitão Andy Robertson, o capitão vencedor da Liga Europa pelo Aston Villa, e o vice-capitão John McGinn estão ambos na casa dos trinta, provavelmente fazendo desta sua última aparição em Copas do Mundo. Scott McTominay, o MVP do Scudetto do Napoli, continua sendo uma figura chave. A equipe também conta com jovens convocados como Findlay Curtis, de 19 anos, e Tyler Fletcher, que tem apenas 17 minutos de futebol em ligas no currículo. Aos 43 anos, Craig Gordon, nascido seis meses após o famoso gol de Narey contra o Brasil, é o jogador mais velho e viveu três campanhas anteriores da Escócia em Copas do Mundo.
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Para o apaixonado Exército Tartan, a qualificação é um momento para saborear. Como um torcedor expressou ao BBC Breakfast após a vitória sobre a Dinamarca, comparando-a a eventos monumentais da vida: “O nascimento dos meus filhos, o nascimento dos meus netos e esta noite… porque não estivemos lá por muito tempo.” Tendo terminado em primeiro lugar no Grupo C com 13 pontos na qualificação, o foco agora se volta para causar um impacto duradouro nas Américas e finalmente quebrar essa sequência de três décadas sem vitórias.
Sources: www.independent.co.uk, independent.co.uk
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