Neeraj Yadav, um dos lançadores indianos mais galardoados na categoria F55, tinha 42 anos.
O treinador principal S. Satyanarayana confirmou a morte à agência noticiosa indiana IANS esta quarta-feira.
«Sim, o Neeraj suicidou-se no seu apartamento», disse à IANS. «É algo extremamente lamentável e trágico.»
Satyanarayana adiantou que a causa ainda não tinha sido apurada. O Metro Vaartha noticiou que Yadav se encontrava sob stress emocional depois de ter falhado os Jogos Para-Asiáticos de Aichi-Nagoya no início deste mês, por causa de uma suspensão por doping.
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O eSakal, meio de comunicação em língua marata, noticiou que estava a ser realizada uma autópsia no Hospital GTB, em Deli, e que a polícia suspeita que Yadav tenha ingerido veneno.
Três ouros nos Jogos Para-Asiáticos
Yadav dedicou-se ao para-atletismo em 2015, após cerca de sete anos no ténis em cadeira de rodas, tendo ficado com paralisia pós-pólio na infância. Competia na categoria F55, que agrupa os lançadores em posição sentada.
O seu primeiro ouro nos Jogos Para-Asiáticos chegou em 2018, em Jacarta, no dardo F55, com um recorde asiático de 29,84 metros. Cinco anos depois, nos Jogos de Hangzhou, realizados em outubro de 2023, voltou a conquistar o ouro, no dardo e no disco, estabelecendo um recorde dos Jogos de 33,69 metros no dardo F55.
Suspensão por doping afastou-o de Aichi-Nagoya
Ambas as medalhas de Hangzhou acabariam por ficar sob ameaça formal. Um controlo fora de competição realizado pela Agência Nacional Antidoping da Índia em outubro de 2023 deu resultado positivo para um esteroide proibido, noticiou o Khel Now na altura, e o caso foi encaminhado para o Painel Disciplinar Antidoping da NADA.
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Continuava a cumprir a suspensão daí resultante durante os Jogos Para-Asiáticos de Aichi-Nagoya 2026, que terminaram no início deste mês sem o atleta na equipa indiana.
«A minha mulher é a minha maior motivação»
Numa reportagem antiga do Comité Paralímpico Internacional, Yadav falou sobre o quão perto esteve de abandonar o desporto antes de a sua mulher, Shobha, o ter convencido a continuar a competir.
«A minha mulher é a minha maior motivação», disse ao IPC.
Descreveu o atletismo como aquilo que lhe permitiu deixar de se ver como deficiente. Em campo, disse, não se considerava uma pessoa com deficiência.
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Na Índia, quem se encontre em sofrimento emocional pode contactar a iCall através do 9152987821, em funcionamento de segunda a sábado, das 8h às 22h (hora local da Índia).
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