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Projeto de lei apoiado por Trump enfrenta críticas de organizações de atletas universitários

Duas organizações de jogadores alertam que a proposta pode enfraquecer o poder de negociação dos atletas, enquanto a Casa Branca pressiona o Congresso pela sua aprovação.

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O governo de Donald Trump afirma que uma ampla reforma pode proteger o futuro do esporte universitário nos Estados Unidos. Duas organizações que defendem os atletas universitários apontam outro risco: as novas regras podem dificultar as negociações dos jogadores sobre remuneração, transferências e condições de trabalho.

A divergência ganhou força à medida que o Protect College Sports Act se aproxima de uma votação final no Senado. A Casa Branca declarou apoio formal ao projeto, argumentando que regras nacionais reduziriam a incerteza jurídica e ajudariam a preservar os esportes femininos, olímpicos e outras modalidades que geram menos receita. Trump apoia a proposta, apresentada por um grupo bipartidário de senadores liderado pelo republicano Ted Cruz e pela democrata Maria Cantwell.

Organizações de jogadores questionam a promessa de proteção

Brandon Copeland, diretor executivo da Athletes.org, considera que o Congresso está intervindo antes que os atletas tenham conquistado um lugar efetivo nas negociações. “Isso retira dos atletas instrumentos de negociação que eles teriam de outra forma”, afirmou em entrevistas publicadas pela Fox Sports. Jason Stahl, diretor executivo da College Football Players Association, foi igualmente direto: “Este projeto de lei está sendo elaborado sem a participação dos atletas, e isso fica evidente.”

A objeção deles diz respeito a quem estabelece os limites. O texto mais recente divulgado permitiria uma primeira transferência de universidade sem perda do direito de competir, mas em geral exigiria um ano fora das competições após uma segunda transferência. Há exceções, entre elas a saída do técnico principal. O projeto também permitiria que universidades e entidades esportivas aplicassem determinadas regras de remuneração, transferência e elegibilidade sem que isso violasse a legislação antitruste. Essa proteção jurídica se restringe às regras abrangidas pelo texto.

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Os defensores da proposta afirmam que a segurança jurídica é necessária para manter equipes de modalidades menos lucrativas e, ao mesmo tempo, permitir que atletas ganhem dinheiro com o uso comercial de seu nome, imagem e identidade. Em 23 de setembro, a comissão do Senado presidida por Cruz destacou o apoio de vários atletas universitários em atividade, treinadores e organizações esportivas. Portanto, os atletas não têm uma posição unânime. Copeland e Stahl representam grupos que temem a entrada em vigor de novas restrições antes que os jogadores possam negociá-las coletivamente.

O apoio de Trump aumenta a importância do debate

O governo associou o projeto aos esforços de Trump para reformar o esporte universitário. O presidente também planeja assistir no sábado ao jogo de futebol americano entre Texas e Tennessee, segundo uma confirmação da Casa Branca divulgada pelo Washington Examiner. A visita o colocaria diante de dois grandes programas universitários cujos atletas e dirigentes têm interesse direto na formulação das novas regras.

Em 22 de setembro, o Senado votou por 70 a 21 para avançar na análise de uma emenda substitutiva. Foi uma etapa processual, e não a aprovação final. Enquanto os senadores continuam a trabalhar no projeto, a questão central é se os atletas que a lei promete proteger terão voz suficiente no sistema que está sendo criado.

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