Durante anos, a questão sobre Novak Djokovic não era se iria vencer um 25.º major, mas quando. Uma das vozes mais respeitadas da modalidade já não vê as coisas dessa forma.
«Até este ano pensava que podia acontecer a qualquer momento, mas agora tenho dúvidas reais de que o 25.º possa acontecer. Será que ainda consegue ganhar mais algum título?», disse Flink num podcast de ténis apresentado pelo analista Gross, em declarações noticiadas a 21 de setembro de 2026.
Flink, jornalista de ténis integrado no Hall of Fame que cobre o circuito masculino há mais de cinco décadas, falou depois de assistir à queda de Djokovic no US Open logo na primeira ronda.
O colapso em Nova Iorque por trás do veredicto
A 30 de agosto de 2026, o jogador de 39 anos perdeu em cinco sets frente ao argentino Mariano Navone, por 7-6 (5), 5-7, 4-6, 6-2, 6-1. Foi a sua primeira derrota na primeira ronda de um Grand Slam em duas décadas, e o quadro físico foi sombrio: vomitou no court, pediu um timeout médico para uma massagem nas costas entre o quarto e o quinto sets e terminou com 70 erros não forçados.
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«É algo que tenho arrastado, infelizmente, em praticamente todos os jogos deste ano: vómitos, enjoos, um problema sério», afirmou Djokovic no final.
«Não me diverti. Acho que ficou evidente que foi uma sensação horrível no court para mim.»
É este o padrão que Flink não consegue ultrapassar. O problema de estômago em condições de humidade tem-se repetido ao longo de 2026, e Djokovic está agora no 12.º lugar do ranking, a sua posição mais baixa desde 2017. Venceu apenas três títulos desde o início de 2024.
Zverev, Sinner e uma geração que Djokovic deixou de bater nos Slams
O panorama dos Slams em 2026 seguiu sem ele. Alexander Zverev bateu Ben Shelton por 6-3, 7-6 (7-2), 5-7, 6-2 para conquistar o US Open a 13 de setembro, o seu segundo major do ano depois de Roland Garros. Jannik Sinner e Carlos Alcaraz continuam a alternar entre si os restantes troféus. Djokovic não vence um Grand Slam desde o US Open de 2023.
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Regresso ao China Open ao fim de 11 anos
O contra-argumento é que Djokovic não está a afastar-se. A 16 de setembro confirmou que vai disputar o China Open, em Pequim, de 30 de setembro a 6 de outubro, a sua primeira presença no torneio do ATP 500 em 11 anos e uma prova onde venceu seis vezes e nunca perdeu uma final.
«Estou muito feliz por anunciar que vou regressar, ao fim de muitos anos, a Pequim para disputar o China Open», escreveu Djokovic no Instagram.
Chega à capital chinesa como número 12 do mundo e a precisar de pontos no ranking para manter vivas as esperanças de figurar entre os oito primeiros cabeças de série no Open da Austrália de 2027, que arranca a 18 de janeiro.
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