O CEO da McLaren, Zak Brown, descreveu abertamente o fracasso da equipa em qualificar-se para as 500 Milhas de Indianápolis de 2019 com Fernando Alonso como o erro mais significativo da sua vida profissional. O incidente, que viu a estrela da Fórmula 1, reconhecida mundialmente, ficar de fora de uma das corridas mais prestigiadas do automobilismo, permanece uma memória vívida para o executivo.
Alonso, bicampeão mundial de Fórmula 1, fazia a sua segunda tentativa nas Indy 500 em 2019, dois anos após a sua impressionante estreia. A sua ambição era conquistar a cobiçada Tríplice Coroa do Automobilismo, sendo as Indy 500 um componente crucial. No entanto, o caminho para o grid de 33 carros mostrou-se intransponível para a McLaren naquele ano.
A desilusão das 500 Milhas de Indianápolis de 2019
O formato de qualificação para a corrida de 2019 foi brutal, com apenas 33 vagas disponíveis e três carros destinados a serem eliminados do grid. Numa reviravolta surpreendente, Alonso foi finalmente desalojado da qualificação por Kyle Kaiser, que pilotava pela Juncos, uma equipa a operar com um orçamento significativamente inferior ao da McLaren. O resultado foi um golpe amargo para a equipa sediada em Woking.
Brown atribui o fracasso a uma série de erros internos, incluindo a forma como a equipa lidou com um acidente envolvendo Alonso durante as sessões de treinos. Estes erros coletivamente inviabilizaram os seus esforços, levando a uma das eliminações mais inesperadas na história recente das Indy 500.
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Aprender com um fracasso público
Refletindo sobre a experiência dolorosa, Brown não se esquivou da responsabilidade pessoal. Em declarações à imprensa, incluindo a RacingNews365, ele admitiu o profundo impacto daquele período.
“Provavelmente o meu maior e mais público erro – houve muitos – mas o mais público foi não ter conseguido qualificar-me para as 500 Milhas de Indianápolis com Fernando Alonso, o que, na altura, foi a pior experiência da minha vida”, afirmou Brown.
Apesar do desespero inicial, Brown vê agora o revés como um momento de aprendizagem crucial tanto para si como para a equipa. Ele enfatizou a importância de assumir a responsabilidade pela situação e usá-la como um catalisador para a melhoria.
“Mas estou muito orgulhoso disso. Parece estranho, mas é por causa de como nos empenhámos. Aprendemos com isso. Assumi a responsabilidade, foi minha culpa porque não coloquei as peças certas no lugar, as pessoas certas no lugar. Não confiei no meu instinto. Todas as coisas que eu prego, eu falhei comigo mesmo”, elaborou.
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Desde essa experiência humilhante, a McLaren passou por uma transformação significativa na série IndyCar. A equipa evoluiu para uma concorrente consistente na frente, demonstrando uma melhoria notável no desempenho e na estratégia.
Esta reviravolta é evidente nos seus resultados subsequentes nas 500 Milhas de Indianápolis, onde a McLaren terminou em segundo lugar duas vezes desde o incidente de 2019. A dolorosa lição de 2019 parece ter forjado uma equipa mais forte e resiliente.
Fontes: racingnews365.com
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