André Villas-Boas tentou realizar uma das maiores contratações da história recente do futebol português. O presidente do FC Porto ligou diretamente a Robert Lewandowski e apresentou-lhe a possibilidade de terminar a carreira europeia no Estádio do Dragão.
O interesse não foi uma simples sondagem. Segundo o empresário Pini Zahavi, o FC Porto trabalhou no negócio até ao último momento e acreditava que podia oferecer exatamente o tipo de papel que Lewandowski procurava.
O avançado queria jogar regularmente, sentir-se líder e representar um clube onde fosse profundamente valorizado. Apesar disso, a opção portista nunca conseguiu tornar-se a sua escolha preferida.
Villas-Boas apresentou pessoalmente o projeto
Zahavi confirmou o contacto de Villas-Boas numa entrevista a Sebastian Staszewski no WP SportoweFakty. O empresário também discutiu a possibilidade com os responsáveis portistas.
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O projeto tinha argumentos desportivos claros. Lewandowski poderia ser a principal figura do plantel, disputar títulos nacionais e continuar a competir nas provas europeias.
O FC Porto também lhe poderia oferecer a ligação emocional que procurava. Zahavi acreditava que o clube tinha condições para fazer o jogador sentir-se líder, respeitado e adorado pelos adeptos.
Lewandowski, no entanto, não ficou suficientemente interessado. Mesmo com a insistência portista, nunca deu o passo necessário para transformar as conversas numa negociação final.
Tinha recusado 200 milhões para continuar no Barça
O contacto do FC Porto surgiu depois de uma decisão que alterou completamente o futuro financeiro de Lewandowski. Em janeiro de 2026, o avançado recebeu uma proposta de dois anos na Arábia Saudita.
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O contrato oferecia 100 milhões de euros por temporada. O valor total atingiria, por isso, 200 milhões de euros.
Lewandowski não rejeitou a Arábia por falta de interesse. O menor fuso horário em relação a Varsóvia, a proximidade da Polónia e as condições financeiras tornavam o destino apelativo.
A prioridade, porém, continuava a ser o Barcelona. O jogador esperou por uma quinta época na Catalunha, mesmo depois de Zahavi o avisar de que a proposta saudita poderia desaparecer durante o verão.
O Barcelona não prometeu a titularidade
Joan Laporta queria manter Lewandowski por mais uma temporada. A relação pessoal entre o presidente e o avançado permaneceu forte, apesar do desfecho.
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Deco e Hansi Flick tinham uma visão diferente para a composição do plantel. Nenhum dos dois podia garantir que Lewandowski continuaria como titular habitual.
Essa garantia era mais importante do que o dinheiro. O polaco aceitava discutir uma redução salarial, mas não queria passar a maior parte da última etapa europeia no banco de suplentes.
O Barcelona confirmou na sua despedida oficial que o avançado terminaria a passagem pelo clube com 119 golos e sete troféus. A instituição destacou ainda a sua liderança e mentalidade competitiva. não estava sozinho
Milan e Juventus também demonstraram interesse. Zahavi reuniu-se com dirigentes italianos, mas concluiu que os dois clubes não tinham capacidade financeira para satisfazer as condições da operação.
Portugal e Itália foram os únicos países europeus considerados fora de Espanha. Alemanha, Inglaterra e França foram descartadas pelo próprio jogador e pelo seu representante.
O FC Porto possuía uma vantagem sobre os italianos. Poderia oferecer estatuto, protagonismo e um projeto construído em torno do avançado.
A desvantagem estava na escolha pessoal de Lewandowski. O jogador não via o Dragão como o local ideal para a última grande mudança da carreira.
Chicago ofereceu aquilo que o Porto procurava prometer
Chicago Fire iniciou os contactos cerca de um ano antes da contratação. O treinador Gregg Berhalter viajou posteriormente até Espanha para explicar pessoalmente o projeto.
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Segundo Zahavi, os norte-americanos foram mais persistentes do que todos os concorrentes. O clube apresentou Lewandowski como a figura central de uma tentativa de transformação desportiva e comercial.
O anúncio oficial do Chicago Fire confirmou um vínculo até ao final da temporada 2027/28 da MLS. O avançado chegou como Designated Player e com a missão declarada de ajudar o clube a conquistar títulos. u ainda que o contrato é o segundo mais elevado da MLS, atrás apenas do acordo de Lionel Messi. O valor continuava longe dos 200 milhões de euros recusados meses antes, mas Chicago ganhou pela insistência e pelo papel oferecido.
O telefonema que não foi suficiente
Para o FC Porto, a história demonstra a ambição de Villas-Boas no mercado internacional. Convencer Lewandowski teria representado uma operação com impacto muito além do futebol português.
O presidente apresentou um clube onde o polaco poderia ser líder e disputar todos os jogos importantes. Zahavi reconheceu que a ideia fazia sentido para aquilo que o avançado dizia procurar.
Mesmo assim, o telefonema não foi suficiente. Lewandowski escolheu Chicago e deixou o FC Porto perante a memória de um negócio que teria mudado completamente o verão português.


