Duas épocas, nenhum troféu, 14 pontos atrás dos campeões. É este o balanço que o Real Madrid apresentou a José Mourinho quando voltou a recorrer a ele em junho, e o acerto de contas começa no sábado no RCDE Stadium.
A segunda era competitiva de Mourinho no clube arranca fora com o Espanyol, com pontapé de saída marcado para as 21:30 locais em Cornellà. O que se segue é o arranque mais concentrado de qualquer equipa da LaLiga: quatro jogos em 14 dias, um calendário condicionado pelo Mundial de verão e por um jogo da 1.ª jornada frente à Real Sociedad que teve de ser adiado por haver ainda demasiados jogadores do Madrid comprometidos nas últimas rondas da competição.
O desafio de 14 dias
A sequência conta com o Espanyol fora a 22 de agosto, a Real Sociedad em casa a 26 de agosto na estreia adiada, o recém-promovido Málaga no Bernabéu a 30 de agosto e uma deslocação ao Real Betis, em Sevilha, a 4 de setembro. Quatro jogos da liga, três deles frente a equipas que terminaram a época passada a meio da tabela ou acima, todos concentrados em duas semanas antes da primeira paragem para as seleções.
Apenas três centrais do plantel principal aptos
Mourinho chega a Cornellà já desfalcado no setor defensivo. Éder Militão continua a recuperar de uma lesão nos isquiotibiais em Valdebebas, arrastada desde o final da época passada, e Raúl Asencio sofreu uma rotura do reto femoral direito durante a pré-época e só é esperado a meio de setembro.
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Restam assim Antonio Rüdiger, Dean Huijsen e o reforço de verão Ibrahima Konaté como os únicos centrais do plantel principal aptos. Konaté só se juntou aos treinos a 10 de agosto e Huijsen arrasta uma pequena lesão muscular da pré-época, segundo a beIN Sports. Os defesas da formação Joan Martínez e Mario Rivas somaram vários minutos na pré-época, e um deles poderá acabar no banco no dia do jogo.
Contratado para travar o Barcelona
O contexto que Mourinho foi contratado para mudar não é subtil. O Barcelona selou o seu segundo título consecutivo da LaLiga a 10 de maio com uma vitória por 2-0 sobre o Madrid, fechando a época 14 pontos na frente. A resposta do clube foi assinar com Mourinho um contrato de três anos, válido até junho de 2029, 13 anos depois de ter treinado pela última vez no banco do Bernabéu. A sua primeira passagem, entre 2010 e 2013, rendeu um título da LaLiga, uma Taça do Rei e uma Supertaça de Espanha.
Florentino Pérez apresentou o reencontro nos habituais termos otimistas quando a nomeação foi confirmada.
«Orgulhoso de dar as boas-vindas de regresso a um dos melhores treinadores do mundo, um madridista como José Mourinho», declarou o presidente no comunicado oficial do clube.
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O próprio Mourinho passou a pré-época a insistir que o grupo começa a encaixar, em declarações reproduzidas pelo Madrid Universal, admitindo ao mesmo tempo que os que chegaram mais tarde, os jogadores que foram longe no Mundial, ainda estão a recuperar a intensidade.
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