Kimi Antonelli perdeu mais do que uma corrida em Baku. Perdeu, pela primeira vez em seis fins de semana, para o seu próprio colega de equipa na Mercedes.
A falar no paddock de Sepang antes da corrida de domingo, o italiano de 20 anos disse à Sky Sports que o seu fim de semana no Azerbaijão se tinha desmoronado logo a partir do primeiro treino.
«Na TL1 fiz três voltas e depois falhei metade da TL2. Na TL3, estava a apanhar o ritmo. E depois na qualificação, aquela volta da Q1 até foi razoável. Mas cometi um erro e, mais uma vez, voltamos a entrar no ciclo negativo.»
Um problema hidráulico arruinou grande parte de sexta-feira, um acidente na Q1 relegou-o para o 16.º lugar da grelha e, no domingo, conseguiu subir a custo até ao quinto posto, enquanto Russell converteu a pole naquele que a Sky Sports classificou como o seu melhor fim de semana da época.
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«Depois, na corrida, não tive confiança e limitei-me a guiar a 80 por cento durante todo o tempo.»
O veredicto sobre a sua própria condução foi ainda mais duro.
«Ele foi sempre o meu rival. Mas vou garantir que, na próxima semana, restabeleço a ordem e volto ao meu nível habitual, porque este fim de semana estava a guiar mais como a minha avó, portanto não era o Kimi do costume.»
Sessenta e seis pontos, oito corridas por disputar
Mesmo depois de Baku, as contas pendem claramente para o lado de Antonelli. Lidera Russell por 66 pontos com ainda oito rondas por disputar, e o plano assumido por Russell, tal como o transmitiu aos jornalistas através da AFP, é tentar vencer em todas elas.
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Max Verstappen é o segundo problema para a Mercedes. Terminou em segundo em Baku, suficientemente perto de Russell para que a equipa de Toto Wolff não possa passar a reta final apenas de olhos postos um no outro.
Uma pista sobre a qual ninguém tem dados recentes
A ronda malaia é uma operação de resgate. Sepang foi incluída no calendário no verão depois de o Grande Prémio do Bahrein para lá ter sido deslocado, na sequência do cancelamento da data de abril por causa da guerra no Irão. A prova continua a disputar-se oficialmente como Grande Prémio do Bahrein, mantendo o Bahrein os direitos comerciais.
A Fórmula 1 não corre no circuito de 5,5 km desde 2017. Antonelli tinha 11 anos nesse dia. Carros, pneus e unidades motrizes mudaram todos de geração nos anos que se seguiram.
O diretor de equipa da Ferrari, Fred Vasseur, disse que os dados antigos que os seus engenheiros têm são «praticamente irrelevantes» e que «mudou tudo: pneus, motores e chassis são todos completamente diferentes», mas prometeu que a Ferrari traria atualizações e que iria «continuar a pressionar até à última curva».
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Dois pilotos da atual grelha já venceram em Sepang: Verstappen, que ganhou a última visita em 2017 pela Red Bull, e Fernando Alonso, que chega à Malásia à procura de uma quarta vitória em Sepang que igualaria o recorde. Antonelli, à procura daquele que seria o primeiro Campeonato do Mundo de Fórmula 1 conquistado por um italiano desde Alberto Ascari em 1953, apresenta-se tão às cegas como a maioria da grelha.
A partida em Sepang é no domingo.
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