A frase mais sonora em Portugal sobre o modo como terminou a carreira internacional de Ronaldo não veio de um treinador de clube nem de um presidente de federação, mas de um antigo árbitro reconvertido em analista.
Duarte Gomes, antigo responsável do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, classificou o desfecho como «uma pena» numa crónica para O Jogo.
«Algures no processo, faltou um adulto na sala. Uma pena.»
A frase dispensa tradução para o leitor português. Gomes considerou irrefletida e evitável a forma como a saída foi conduzida, escrevendo que Ronaldo será sempre uma figura ímpar na história do futebol português e mundial e que a sua carreira merecia outro tipo de desfecho.
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Como terminou, afinal
Ronaldo, de 41 anos, anunciou a sua retirada num vídeo no Instagram na quinta-feira, dizendo aos adeptos que tinha chegado o dia de devolver a camisola número 7.
«Termino um percurso que começou em agosto de 2003 e mudou a minha vida para sempre», escreveu na mensagem que acompanhou o vídeo, divulgada pelo A Bola, assinando com a frase «Portugal estará sempre em mim».
Deixa a Seleção com 146 golos em 234 internacionalizações ao longo de 23 anos, o Europeu que Portugal conquistou em 2016 e os títulos da Liga das Nações ganhos em 2019 e 2025.
Um mês depois do adeus de Messi
O momento acentuou o contraste em Lisboa. A 6 de outubro, Lionel Messi tinha-se despedido da Argentina com um golo e duas assistências frente ao Benim num Monumental esgotado, com drones, fogo de artifício e um concerto no estádio em Buenos Aires.
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O Jogo colocou a comparação no próprio título, apresentando os dois adeuses como duas lendas e duas formas muito diferentes de dizer adeus.
As últimas semanas de Ronaldo com a camisola nada tiveram que ver com as de Messi. Em outubro, abandonou o estágio da Seleção depois de Jorge Jesus o ter deixado no banco frente à Noruega, após uma promessa de cerca de 30 minutos em campo. A federação suspendeu-o por 30 dias e aplicou-lhe uma multa.
A homenagem da federação, ainda sem data
A Federação Portuguesa de Futebol prometeu uma homenagem oficial, descrevendo Ronaldo como um líder inspirador, um exemplo de dedicação e o símbolo máximo da Seleção. Não foram anunciados data, adversário nem local.
A carreira de clube de Ronaldo continua no Al Nassr, na Arábia Saudita.
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