A Ligue de Football Professionnel já trabalha no período posterior à exclusividade do Ligue 1+, serviço criado para substituir as emissoras que abandonaram o campeonato.
O possível edital reuniria cinco temporadas, de 2029-30 a 2033-34. Por enquanto, a abertura da concorrência ainda está em análise e não foi confirmada oficialmente.
Plataformas entram no radar
A LFP começou a consultar o mercado para descobrir se existem compradores dispostos a apresentar propostas competitivas. O objetivo é evitar outra negociação realizada sob pressão e sem alternativas.
De acordo com o L’Équipe, o processo pode ser lançado em outubro.
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Olivier Bramly, diretor-geral da LFP Media, teria conversado com Apple, Netflix, Amazon e Paramount. A liga também retomou contatos com o Canal+, antigo parceiro do futebol francês.
A possibilidade de vender todos os jogos nacionais em um único pacote é outro ponto importante. Uma oferta completa pode interessar mais às plataformas do que o antigo modelo dividido entre vários canais.
A Apple já havia questionado a fragmentação dos direitos em negociações anteriores. Um pacote único eliminaria esse obstáculo e daria ao comprador exclusividade sobre toda a competição.
Ligue 1+ transmite os nove jogos
O Ligue 1+ mostra atualmente todas as partidas do campeonato francês. Desde o início de 2026-27, os nove jogos de cada rodada são exclusivos do serviço.
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O plano anual custa €19,99 por mês, enquanto a assinatura sem fidelização custa €24,99. O conteúdo também é distribuído por operadoras, Prime Video, DAZN e OneFootball, segundo a LFP.
O modelo permite à liga controlar produção, preços e relacionamento com os assinantes. A receita repassada aos clubes, porém, continua baixa quando comparada aos principais campeonatos europeus.
Nesta temporada, a LFP também deixou de receber os €78,5 milhões anuais pagos pelo beIN Sports por uma partida semanal. A indenização de €85 milhões pela saída do DAZN não será repetida.
Mediapro e DAZN deixaram cicatrizes
O DAZN havia prometido aproximadamente €400 milhões por temporada para transmitir a maior parte dos jogos entre 2024 e 2029. O acordo terminou após somente um ano.
O rompimento aconteceu depois de números de assinantes abaixo do esperado e de uma disputa sobre pirataria, promoção do produto e pagamentos.
A crise repetiu parte do desastre vivido com a Mediapro. Em 2020, a empresa espanhola deixou de cumprir um contrato recorde poucos meses depois de assumir os direitos da Ligue 1.
Os dois fracassos reduziram a segurança financeira dos clubes. Fora do PSG, muitas equipes passaram a depender ainda mais da venda de jogadores e das premiações das competições europeias.
Portugal segue caminho diferente
A França considera voltar ao mercado justamente quando o futebol português prepara sua primeira comercialização centralizada. A partir de 2028-29, os clubes das duas divisões profissionais portuguesas devem vender seus direitos em conjunto.
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O modelo foi aprovado em abril de 2026 e tem como objetivo aumentar o valor do produto e reduzir a enorme desigualdade entre os clubes, conforme explica a Liga Portugal.
A experiência francesa mostra, porém, que a centralização não garante sucesso por si só. É necessário encontrar compradores confiáveis, apresentar pacotes atraentes e proteger o campeonato contra novos rompimentos.
Para a Ligue 1, o próximo contrato será decisivo. Depois de Mediapro, DAZN e da criação emergencial de um canal próprio, a liga precisa finalmente transformar audiência em receita estável.
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