Infantino under fire from football icons: ‘We will be silent no more’

Infantino sob fogo de ícones do futebol: «Não nos calaremos mais»

Um grupo de antigos campeões do mundo e internacionais quebrou na segunda-feira um longo silêncio e publicou uma carta aberta que acusa a liderança de Gianni Infantino, à frente da…

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Até agora, a campanha contra o presidente da FIFA tinha sido uma campanha de dirigentes. As confederações escreviam as cartas, as federações nacionais assinavam os pedidos de demissão e a linguagem era a da governação.

Na segunda-feira, foi a vez dos jogadores. Onze antigos internacionais, encabeçados por três campeões do mundo pela França em 1998 e acompanhados por nomes como Didier Drogba, Lucy Bronze e Briana Scurry, subscreveram uma carta aberta a exigir uma mudança estrutural imediata no organismo que rege o futebol mundial.

«Tal como eles, temos visto o jogo que amamos afastar-se dos seus valores fundamentais sob a atual liderança da FIFA. A mudança é necessária. O poder toldou a capacidade da atual liderança de distinguir entre os seus próprios interesses e o que é melhor para o futebol», escreveu o grupo na carta, segundo o despacho da Reuters.

Quem assinou e porque tem outro peso

Os signatários juntam um palmarés de Mundiais à credibilidade de quem esteve no ativo. Da seleção francesa campeã de 1998 vieram Robert Pires, Emmanuel Petit e Bixente Lizarazu. Briana Scurry, guarda-redes dos Estados Unidos que venceram o Mundial feminino, assinou ao lado da antiga internacional inglesa Lucy Bronze.

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Didier Drogba, Juan Sebastián Verón, Claudio Pizarro, Emmanuel Adebayor, David James e o antigo defesa francês Mikaël Silvestre completaram o grupo identificado pelos meios que noticiaram o caso.

Os jogadores apresentaram-se como quem prolonga a contestação, não como quem a lança. A distinção importa, porque até segunda-feira nenhum grupo de antigos jogadores desta dimensão tinha associado o seu nome ao pedido de reforma.

A exigência estrutural

A carta não indica um sucessor preferido, nem se limita a pedir uma mudança de presidente. Pede uma mudança em quem tem voz.

«Há boas pessoas dentro da FIFA que querem reconstruir a confiança, mas uma nova era exige uma mudança estrutural: uma voz real e direta dos jogadores e dos adeptos na forma como o futebol é gerido», afirmou o grupo.

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O meio de comunicação argentino Canal 26, ao noticiar a carta, destacou a queixa dos signatários de que, durante demasiado tempo, decisões importantes foram tomadas sem consultar os jogadores nem ter em conta os adeptos que sustentam o desporto.

Os jogadores fecharam a carta com uma frase claramente pensada para os títulos.

«Aqueles que pisam o relvado e aqueles que se sentam nas bancadas merecem uma voz verdadeira para ajudar a moldar o futuro do futebol em conjunto. Pelos adeptos, pelos jogadores e pelo bem do jogo, não nos calaremos mais.»

A pressão a que Infantino já estava sujeito

A intervenção de segunda-feira surgiu após meses de atrito institucional. Infantino está sob pressão para se demitir desde que arquivou uma proposta, entretanto abandonada, de criar uma estrutura comercial para os direitos das competições da FIFA e vender 20 por cento a investidores privados.

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A 10 de agosto, a UEFA, a Confederação Asiática de Futebol e a CONCACAF tornaram pública uma carta aberta conjunta que acusava o presidente da FIFA de uma «rutura fundamental de confiança» e avisava que a sua resposta tratava a falha como um problema de comunicação e não de juízo. Seguiu-se a possibilidade de uma votação de censura.

Infantino, no cargo desde 2016, não deu qualquer sinal de que vai afastar-se. As confederações podem criticar, mas as 211 associações-membro da FIFA votam individualmente no Congresso e nenhuma votação formal foi ainda convocada.

A FIFA foi contactada pela Reuters para comentar a carta de segunda-feira e não respondeu na notícia inicial.

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