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Luís Figo exige a demissão de Infantino em meio a controvérsias sobre privatização e prêmio da paz

Luís Figo exige a demissão do presidente da FIFA, Gianni Infantino, devido a controvérsias sobre privatização da Copa do Mundo e o Prêmio da Paz.

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O ex-vencedor da Bola de Ouro, Luís Figo, fez uma dura crítica ao Presidente da FIFA, Gianni Infantino, pedindo publicamente a sua demissão em meio a uma série de controvérsias que incluem um esquema fracassado de privatização da Copa do Mundo e a amplamente criticada atribuição do Prémio da Paz inaugural da FIFA ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Figo, a lenda do futebol português que conquistou a Bola de Ouro em 2000, juntou-se a um coro crescente de vozes que expressam falta de confiança na liderança de Infantino. O Presidente da FIFA estará a perder apoio, com a Federação Galesa de Futebol a tornar-se a primeira nação a retirar oficialmente o seu apoio antes da eleição presidencial da FIFA em março de 2027. O Primeiro-Ministro britânico, Andy Burnham, também insistiu que Infantino deveria demitir-se.

Escrevendo no X (anteriormente Twitter), Figo não poupou palavras: “Hoje junto-me a outros de todo o nosso jogo e peço a Gianni Infantino que se demita como Presidente da FIFA. Infantino aviltou o cargo que prometeu elevar. Mentiu, enganou e tentou beneficiar-se à custa do jogo que deveria servir. Perdeu o apoio dos seus funcionários seniores, dos seus conselheiros mais próximos, da vasta maioria das pessoas que dedicam as suas vidas a este desporto e até, ao que parece, do vencedor do Prémio da Paz da FIFA. É tarde demais para salvar a sua dignidade, mas não é tarde demais para salvar o futebol. Ele deve ir-se embora. Agora.” publicou Figo.

Privatização da Copa do Mundo e o Prémio da Paz da FIFA

Um dos principais pontos de discórdia tem sido a proposta de Infantino de vender ações da Copa do Mundo a investidores privados, um esquema que enfrentou forte rejeição tanto da UEFA quanto da CONCACAF. A UEFA declarou desde então que não tem confiança no líder da FIFA. O presidente dos EUA, Trump, negou publicamente qualquer envolvimento no plano de privatização fracassado, apesar de relatos sugerirem que ele tem ignorado privadamente as chamadas telefónicas do chefe da FIFA.

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A alimentar ainda mais a controvérsia foi a decisão de Infantino de atribuir o Prémio da Paz inaugural da FIFA a Donald Trump. Esta medida foi, alegadamente, uma fonte de “profundo embaraço” para alguns dentro da FIFA, contribuindo para a perceção de uma presidência à deriva.

Acusações de interesse próprio

As críticas de Figo estendem-se para além das decisões políticas, acusando diretamente Infantino de ganho pessoal. Num artigo escrito para o Daily Mail, Figo sugeriu que Infantino estava a procurar um pagamento pessoal substancial. “Não é honesto quando se falha em mencionar que, depois de entregar a cabeça da Copa do Mundo numa bandeja aos seus amigos em DC, eles vão dar-lhe um emprego que vale cinco vezes o seu salário atual,” escreveu Figo, implicando que Infantino estava a tentar conseguir um emprego de 30 milhões de dólares por ano para si mesmo.

O ex-craque do Real Madrid e do Barcelona enfatizou que as discussões financeiras do futebol deveriam focar-se no desenvolvimento de base, e não em investidores privados ou em “salários inflacionados de administradores”. À medida que a pressão sobre Infantino aumenta, o mundo do futebol observa atentamente para ver as implicações para a liderança da FIFA antes da eleição de 2027.

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